Moçambique

Moçambique: UE quer tolerância zero contra violência na campanha eleitoral

© Presidente Filipe Nyusi

A Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE UE) lamentou as mortes registadas durante a campanha eleitoral, iniciada a 31 de agosto, e condenou a violência verificada neste processo, tendo pedido aos partidos moçambicanos para que adotassem uma política de tolerância zero.

As declarações foram feitas pela Chefe Adjunta da Missão da MOE EU, Tânia Marques, que se deslocou até à província de Tete na semana passada, onde esteve acompanhada por membros da equipa central sediada em Maputo. A visita, feita em cumprimento da metodologia das missões de observação eleitoral da UE, incluiu encontros com a administração eleitoral, ao nível provincial e distrital, e com observadores nacionais em Tete.

“A Missão lamenta, profundamente, todas as mortes registadas na campanha eleitoral. Tem de ser a liderança dos partidos políticos a tomar uma posição de tolerância zero em relação à violência durante a campanha eleitoral”, salientou a representante durante um encontro com a imprensa local para falar sobre o desenvolvimento da campanha eleitoral.

“As lideranças dos partidos políticos têm que dar exemplo, porque todas estas campanhas são organizadas pelos partidos políticos”, afirmou, realçando ainda que a participação de menores foi outro dos temas que mereceram uma atenção especial, devido à ocorrência de acidentes na segunda semana da campanha eleitoral, que envolveram o atropelamento de crianças.

“Neste caso, já houve uma posição pública por parte das organizações da sociedade civil. São ambientes perigosos, por falta de segurança, porque as crianças não têm a perceção de um adulto para se poderem proteger,” defendeu.

A Sala da Paz, uma plataforma de observação eleitoral conjunta que integra organizações não-governamentais, convocou uma conferência de imprensa na semana passada para anunciar que a primeira metade da campanha foi marcada por vários acidentes de viação, que resultaram em pelo menos 32 mortos, 191 feridos (entre graves e ligeiros), dois assassinatos (registados no distrito de Dondo, na província de Sofala), e 15 casos de agressão física.

Também no decurso da campanha foram registados 12 casos de incêndios em domicílios, 44 pessoas agredidas fisicamente, danificação de viaturas, motorizadas e bicicletas envolvidas nos acidentes.

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