Moçambique: Vítimas de terrorismo fogem para o Malawi

Alguns dos moçambicanos vítimas de ataques terroristas na província de Cabo Delgado têm procurado refúgio no Malawi, país vizinho de Moçambique. Aqueles vindos do Teatro Operacional Norte (TON) já entraram no Malawi em pequenos grupos, à procura de um abrigo seguro.

A informação foi avançada pela estação radiofónica Zodiack Broadcasting Station (ZBS), que mencionou relatos sobre a presença de moçambicanos no distrito malawiano de Mangochi. O ministro malawiano do Interior, Richard Chimuthu Banda, irá estar no terreno ainda esta semana para se inteirar acerca da presença dos moçambicanos em território malawiano.

Moçambique e Malawi partilham uma larga fronteira terrestre, lacustre e fluvial, que corresponde a cerca de 1.400 quilómetros. A fronteira terrestre, de cerca de 800 quilómetros, não tem qualquer vedação.

A “Carta de Moçambique” lembra que Malawi abrigou mais de um milhão de refugiados moçambicanos entre 1985 e 1995, durante o conflito armado de 16 anos em Moçambique. A crise dos refugiados colocou uma pressão substancial sobre a economia do Malawi, mas atraiu igualmente entradas significativas de assistência internacional.

Também em 2015 e 2016, durante os confrontos entre o exército moçambicano e os homens armados da Renamo, mais de 12 mil moçambicanos, maioritariamente das províncias de Tete e Zambézia, atravessaram a fronteira e procuraram refúgio no Malawi. Estes foram os dados divulgados na altura pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Atualmente, quase todos já regressaram a Moçambique. 

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