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Nyusi garante a Kagame que o território moçambicano não será utilizado para destabilizar o Ruanda

O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, prometeu ao seu contra-parte ruandês, Paul Kagame, que Moçambique não permitirá que o seu território seja utilizado para atos de destabilização contra o Ruanda.

Kagame chegou a Maputo na passada segunda-feira para uma visita de Estado de 48h que ficou marcada pela clarificação da questão da extradição dos ruandeses implicados no genocídio tutsi de 1994 que se encontram refugiados em Moçambique.

De acordo com o ministério do Interior, vivem em Moçambique cerca de 3000 ruandeses, na sua maioria bem integrados na sociedade moçambicana, mas um grupo de doze destes indivíduos preocupa as autoridades de Kigali, dado tratarem-se, segundo Kagame, de ativistas potencialmente destabilizadores da segurança nacional ruandesa que deverão ser extraditados e julgados.

Ontem, em conferência de imprensa, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Baloi, disse que “a extradição tem dois componentes, político e legal, que requerem um exame cuidado. Os nossos dois países estão a fazer este trabalho em conjunto de forma a garantir que todos os requisitos de uma eventual extradição sejam verificados.”

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