Moçambique

Refugiados no Malawi dizem que fugiram de ataques do governo da Frelimo

Centenas de moçambicanos que fugiram da província de Tete para o Malawi dizem que não vão voltar para casa até que as forças do governo parem de os “aterrorizar”, de acordo com um relatório da Voz da América (VOA) em Malawi.

Segundo o relatório, os refugiados dizem que pessoas que acreditam serem parte do governo da Frelimo, incendiaram as suas casas e mataram os seus familiares por suspeita de abrigo a militares leais à oposição, Renamo.

Estão a entrar 40 refugiados por dia no Malawi, segundo o relatório. É a primeira vez que os refugiados são ouvidos desde que começaram a fugir dos combates em junho de 2015.

Até ao momento, nenhum meio de comunicação social de Moçambique falou com os refugiados para descobrir por que fugiram do seu país.

Em entrevista à Rádio Moçambique em novembro 2015 Elsa da Barca, administradora do distrito de Moatize do qual tinham fugido os refugiados, encorajou-os a regressar a Moçambique porque o governo estava “meramente a desarmar a milícia Renamo”. O seu homólogo no distrito malaviano de Mwanza concordou que os refugiados devem voltar para casa, porque o Malawi não apoia a Renamo.

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