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Renamo assassina dois funcionários da Frelimo em Sofala

Homens armados da Renamo sequestraram três funcionários locais da Frelimo na província central de Sofala e mataram dois deles, de acordo com o sobrevivente, entrevistado pela estação de televisão STV.

O ataque da Renamo ocorreu pouco antes da meia-noite da última terça-feira na região da Mutua, distrito de Dondo, a cerca de 50 quilómetros a oeste da Beira. Os três homens atacados eram todos secretários da Frelimo.

O sobrevivente, Bernardo Gimo, disse que ele e a sua mulher estavam a dormir em casa, mas foram acordados, poucos minutos antes da meia-noite, por um barulho na porta, achando que eram ladrões. Em seguida, um dos homens ameaçou incendiar a casa, a menos que abrissem a porta. Quando o fizeram, encontraram dez membros da Renamo, quatro deles com metralhadoras AK-47 e os outros com facas.

Gimo viu que os assaltantes tinham capturado e amarrado dois outros secretários da Frelimo, Arao Chiguemane e Antonio Macurreia. “Amarraram-me ao lado deles”, disse Gimo, e a sua mulher conseguiu fugir.

O comandante Renamo forçou os três a vendarem-se com as suas próprias camisas e foram até ao rio Pungue. “O comandante chamou dois homens armados e ordenou-lhes que disparasse sobre nós”, disse Gimo. Segundos depois, ouvi o primeiro tiro e vi o corpo de Arao Chiguemane cair chão”. Um segundo tiro e Gimo ouviu Macurreia gritar.

Gimo também caiu no chão e sentiu uma dor aguda, pois uma bala atingiu o seu braço esquerdo. “Eles perceberam que eu ainda estava vivo”, disse. “Eu ouvi outro tiro e senti uma dor aguda nas costas. Fiquei quieto e fingi estar morto “.

Poucos minutos depois, o comandante ordenou aos seus homens para seguirem em frente, e disse: “vamos deixar esses corpos aqui, de modo a que a Frelimo encontre os seus membros”.

Gimo arrastou-se para uma fazenda próxima para procurar ajuda, e está fora de perigo.

Reagindo aos assassinatos, o secretário-geral da Frelimo, Eliseu Machava, que visitava Sofala, disse que era uma tentativa da Renamo intimidar o seu partido.

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