UE considera “exemplar” interação com Moçambique na formação de tropas

A União Europeia (UE) classifica como “exemplar” a interação com Moçambique no que diz respeito à implantação da missão de formação de tropas especiais para combater em Cabo Delgado. Esta província tem sido alvo frequente de ataques terroristas desde outubro de 2017. 

As declarações foram feitas pelo major general português Hermínio Maio, diretor adjunto da Capacidade Militar de Planeamento e Condução da UE. O oficial falou nesta quarta-feira, 03 de novembro, durante a cerimónia de lançamento da Missão de Formação da União Europeia (EUTM, na sigla inglesa) que irá formar, durante dois anos, 11 companhias (pelo menos 1.100 tropas) de forças especiais (comandos e fuzileiros). 

Segundo o próprio, citado pela “Lusa”, “Moçambique é um caso exemplar” no que diz respeito à “forma como a interação se faz com as autoridades moçambicanas” e “como a UE reagiu” ao pedido de ajuda. 

“Os cenários são muito diferentes” daqueles com que Hermínio Maio já lidou em operações de treino parecidas na República Centro-Africana, Somália e Mali, onde existe uma atividade alargada ao Burkina Faso e Níger. 

“Há componentes políticas e de segurança muito relevantes” em cada país, explicou. No entanto, no caso de Moçambique, apesar de a insurgência em Cabo Delgado durar desde 2017, há “todas as condições para cumprir a missão nos dois anos, como definido, e ter sucesso”

Quanto à presença da UE em Moçambique, o major general português esclareceu: “Nós temos o mandato da UE, somos uma missão de treino. Não somos uma missão para participar em operações”. O objetivo é treinar as forças moçambicanas e contribuir assim para que as mesmas “façam a diferença, que tenham um valor acrescentado operacional no terreno”, sendo capazes de “actuar autonomamente sob comando moçambicano e de forma sustentada, de acordo com os padrões da UE”.

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