Guiné-Bissau | Moçambique

Vítima guineense entre os 11 mortos em mina no Norte de Moçambique

A notícia da morte de um cidadão da Guiné-Bissau devido ao desabamento de terras numa mina de rubis no Norte de Moçambique, levanta questões de falta de segurança e prevalência do problema de contrabando de minérios.

Foi já ao início da noite de ontem que foi divulgado o balanço final do número de mortos resultante do desabamento de terras, que teve lugar na mina de rubis concessionada pela empresa Montepuez Rubi Mining (MRM).

Segundo informações fornecidas pela empresa, os mineiros atuavam de forma ilegal, aproveitando o período da noite, altura em que “a segurança é menos eficaz”, para fazer extração das pedras preciosas.

Em declarações prestadas à comunicação social, o inspetor-geral do Mireme, Obete Matine, explicou que “os blocos de talude das minas não são seguros, uma vez que já foram remexidos e devido às chuvas facilmente desabam”.

Segundo números disponibilizados pelo Ministério da Energia e Recursos Minerais sobem para 30, o número de vítimas que só este ano perderam a vida ao entrar de forma ilegal em diversas minas.

Governo e autoridades reconhecem o problema grave que se vive e apontam para um negócio de contrabando movimentado por redes internacionais, que todos os anos coloca vidas em risco e provoca prejuízos de milhões de meticais aos cofres do estado.

As restantes dez vítimas eram naturais da Província de Nampula, Norte de Moçambique.

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