Paulo Porto Fernandes destaca “desconto nos impostos” como destaque do programa PNAID

Um benefício que prevê a redução em 50% dos impostos nos primeiros anos é o destaque do Programa Nacional de Apoio ao Investimento da Diáspora – PNAID, segundo o ex-deputado Paulo Porto Fernandes. Este responsável, que foi o primeiro luso-brasileiro a ocupar uma cadeira na Assembleia da República de Portugal, tendo sido eleito para atuar pelo círculo de fora da Europa, aponta que o PNAID oferece suporte para a diáspora portuguesa que tem como objetivo investir no país.

“Hoje, as pessoas têm o privilégio, acedendo ao PNAID, de pagar 50% de imposto nos primeiros anos. Além disso, todo o apoio financeiro. A nossa diáspora tem um grande potencial. Eu vivenciei, vivi na diáspora e tive contacto com as nossas comunidades pelo mundo fora e tenho certeza de que esse projeto vai ser um grande diferencial para a nossa comunidade, que é uma comunidade ansiosa para investir e retornar a Portugal e tem essa mais-valia que é o PNAID”, defendeu Paulo Porto, que apontou também que o Programa Regressar é “um dos caminhos para aqueles que tiveram de deixar Portugal e sonham em retornar”.

De acordo com Paulo Porto Fernandes, o governo português, em breve, irá disponibilizar mais informações para que os cidadãos possam aderir a este programa. Entretanto, ao abordar o tema das pessoas que estão fora e tentam voltar ao país, este luso-brasileiro, que foi autor de leis que trataram da atribuição da nacionalidade portuguesa, comentou sobre a dificuldade que os funcionários dos consulados portugueses enfrentam no Brasil, devido a falta de reajuste salarial e destacou que recentemente, houve um reajuste de 49%, o que melhorou as condições de trabalho.

“Atualmente, depois de muito tempo, Paulo Cafofo, secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, continuou com esse trabalho, assumiu essa questão e acabou por incorporar esta questão para trazer justiça aos Consulados no Brasil, especificamente porque no resto do mundo, eles são indexados pela moeda estrangeira e no Brasil não. Era em real e o valor ficou defasado. Hoje, com esse reajuste, que ainda não é o ideal, foi um momento histórico, cerca de 49%, ainda mais atravessando uma crise mundial, com guerra e inflação galopante no resto do mundo, foi realmente uma grande conquista e resolve em parte o problema dos consulados do Brasil. Muitos funcionários ligaram-me, ficaram satisfeitos. Acho que foi um grande passo para a solução do problema”, completou Paulo Porto Fernandes.

Ígor Lopes

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