Academia Portuguesa de Fibromialgia alerta sobre precauções durante o Inverno europeu

À medida que se instala o inverno na Europa, os doentes com fibromialgia enfrentam desafios adicionais devido às características climáticas, como as baixas temperaturas e a alta humidade. A Academia Portuguesa de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica, com sede na Covilhã, região Centro de Portugal, destaca-se por desempenhar um papel crucial na informação repassada aos doentes com o objetivo de os ajudar a compreender e a superar essa enfermidade complexa.

A fibromialgia é caracterizada por dor generalizada, fadiga intensa e sensibilidade em áreas específicas do corpo. Durante o inverno, os sintomas podem agravar-se, tornando essencial cuidados específicos. Estudos conduzidos por especialistas integrantes da Academia Portuguesa de Fibromialgia têm proporcionado orientações importantes, destacando a importância de estratégias de gestão da dor e autocuidado específicos para a estação mais fria do ano, com recurso a medicamentos ou a terapias complementares. Os doentes com fibromialgia podem encontrar alívio por meio de tratamentos multidisciplinares, incluindo terapias físicas, medicamentos específicos e apoio psicológico.

Diante deste cenário, o Prof. Doutor José Luis Arranz Gil, presidente da Academia Portuguesa de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica, procura liderar esforços para melhorar a qualidade de vida dos doentes. O seu trabalho no seio da comunidade de doentes residentes na Covilhã, no Interior de Portugal e na Espanha promove uma abordagem holística para o tratamento da fibromialgia, reconhecendo a complexidade desta condição.

Num esforço para aumentar a consciencialização e apoiar a comunidade de doentes, a Academia Portuguesa de Fibromialgia tem realizado eventos públicos que reúnem nomes catedráticos da medicina, que se dedicam a estudar a fibromialgia e a sua condição em contexto mundial. A ideia é, segundo apurámos, “oferecer orientação contínua para que os doentes enfrentem os desafios sazonais e diários da fibromialgia”, sobretudo durante o inverno, estação conhecida por ser rigorosa nas regiões montanhosas de Portugal, como é o caso da Covilhã.

Segundo o Prof. Doutor Jose Luis Arranz Gil, que é também diretor da Unidade de Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica na Associação de Socorros Mútuos Mutualista Covilhanense e professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Beira Interior (UBI), “a fibromialgia é uma doença neurológica com manifestações variadas, inclusive reumatológicas”.

Recorde-se que a Academia Portuguesa de Fibromialgia tem a função de “centro pedagógico-documental” exclusivo sobre Fibromialgia, Síndrome de Sensibilidade Central e Dor Crónica.

Ígor Lopes

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