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Angola: Visita de António Costa decorre entre 17 e 18 de setembro

Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros português, avançou hoje, em Bruxelas, que a visita do primeiro-ministro português, António Costa, a Angola decorrerá entre 17 e 18 de setembro próximo.  

António Costa declarou na rede social Twitter, na segunda-feira, que: “Recebi o Ministro das Relações Exteriores de Angola num momento auspicioso para o relacionamento entre os nossos países com o retomar das visitas de alto nível. A minha visita a Angola renovará o dinamismo dos laços que unem Portugal e Angola, os nossos povos e empresas”.  

O primeiro-ministro português recebeu uma carta de João Lourenço, presidente angolano, que considerou evidenciar “um sinal das boas relações” entre Angola e Portugal.  

É esperada a visita de João Lourenço a Portugal após a deslocação oficial do primeiro-ministro a Angola até ao final do corrente ano.  

Segundo declarações do presidente angolano, no dia 6 de julho passado: “Acordamos com as autoridades portuguesas que, antes da minha deslocação à Lisboa, devo receber o primeiro-ministro António Costa” em Angola.  

Em simultâneo, em Luanda, Domingos Vieira Lopes, secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades de Angola, anunciou a finalização da elaboração da convenção para “se evitar a dupla tributação” entre Angola e Portugal.  

Segundo as declarações de Domingos Vieira Lopes: “Está em curso e praticamente concluído o acordo para se evitar a dupla tributação entre Angola e Portugal”, bem como o Acordo de Proteção Recíproca de Investimentos, que “continua em negociação”, estando previsto que esteja concluído até à visita do primeiro-ministro português a Angola.  

O secretário de Estado para a Cooperação Internacional e Comunidades de Angola referiu que “gostava de contar com a participação activa das empresas e do empresariado português” de forma a “apoiar os enormes esforços do executivo angolano destinados à diversificação económica e ao melhoramento da qualidade da vida dos angolanos”. 

Manuel Augusto, ministro das Relações Exteriores de Angola, disse também, ontem, em Lisboa, que: “ O mundo continua a funcionar em blocos. Assistimos hoje, e vimos em algumas apresentações esta manhã [ontem, no decorrer do painel sobre “Perspectivas políticas para o futuro das relações entre África e Europa”, 1º Fórum EurAfrican], o papel que a Ásia vai tendo no mundo. Uma Ásia que está muito próxima de África, que trabalha com os africanos em novos moldes e que obriga a Europa a repensar o seu modelo de cooperação com a África”.  

O ministro angolano sublinhou que: “É preciso entender que a África já não está na fase de aceitar essa discriminação [referindo-se ao “discurso anti-chinês, de que o Chinês não é bom para cooperar com a África, mas é bom para cooperar com a Europa e com o Estados Unidos”], seja ela positiva ou negativa. Isso obriga que os europeus e africanos estabeleçam novas linhas de força para o seu relacionamento, até porque é evidente que há como vantagens a ligação histórica em muitos casos”.  

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