Portugal | Timor Leste

Ferro Rodrigues afirma que Portugal tem “dever histórico para com os timorenses”

Eduardo Ferro Rodrigues

O presidente da Assembleia da República de Portugal, Eduardo Ferro Rodrigues, afirmou em entrevista que o país que representa tem um dever histórico “para com Timor e os timorenses”, uma vez que o país asiático foi a potência colonial do mesmo e que vários timorenses morreram pela independência.

As declarações foram feitas em Díli, capital de Timor-Leste, em jeito de balanço da visita de três dias realizada ao território governado pelo Presidente Francisco Guterres Lu-Olo.

Ferro Rodrigues regressou a Portugal neste domingo, 01 de setembro, após ter cumprido a sua visita em representação do Presidente da República português, Marcelo Rebelo de Sousa, nas comemorações dos 20 anos do referendo de independência em Timor-Leste.

Recorde-se que o político recebeu em nome da Assembleia da República e do povo português o Colar da Ordem de Timor-Leste, entregue pelo Chefe de Estado timorense em Tasi Tolu, num evento em que foi igualmente condecorado o embaixador português Fernando D’Oliveira Neves, entre outros.

O presidente da Assembleia da República portuguesa teve também a função de entregar, em nome do Presidente português, a Comenda da Ordem da Liberdade a três funcionários das Nações Unidas que mais de perto e durante mais tempo acompanharam a questão de Timor-Leste, sendo eles Francesc Vendrell, Tamrat Samuel e Ian Martin.

Por sua vez, Marcelo Rebelo de Sousa destacou o papel de Portugal ao lado do povo timorense na luta pela autodeterminação, 20 anos depois do referendo que conduziu à independência do país. Através de uma mensagem publicada no site da Presidência da República, salientou que “Portugal esteve sempre ao lado do povo timorense nesse esforço imenso, empenhando-se em prol de uma causa que alguns julgaram perdida, mas que a tenacidade e a esperança vieram coroar de êxito”.

Foi ainda deixada uma palavra de “reconhecimento profundo” a todos os que em Portugal ajudaram o povo timorense nas suas lutas pela independência. “Aos nossos dirigentes políticos, aos nossos diplomatas, às nossas organizações da sociedade civil e, sobretudo, a todo o povo português, que se ergueu a uma só voz para condenar o massacre de Santa Cruz, é devida uma palavra de reconhecimento profundo”, realçou.

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