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Guiné-Bissau: MNE luso diz que houve uma “evolução positiva de mais de 50% ” na emissão de vistos

O Ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, Augusto Santos Silva, considerou que houve uma “evolução positiva de mais de 50% ” no que concerne à emissão de vistos, nos últimos três anos, na Guiné-Bissau.

Dados avançados pelo governante português apontam para um aumento de 5 mil vistos anuais para cerca de 8 mil. Augusto Santos Silva avançou ainda que os números relativos aos primeiros meses do 2019 sugerem que esse número vai continuar a aumentar, e espera que os dois países adaptem quer os recursos quer os procedimentos a esse aumento.

Este sábado, 27 de Julho, numa conferência de imprensa conjunta com a Ministra guineense dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva afirmou que os laços entre Portugal e a Guiné-Bissau têm sido reforçados, prova disso mais de 3 mil português vivem na Guiné-Bissau e mais de 15 mil guineenses vivem em Portugal.

“Começam a ser conhecidas as listas para as próximas eleições parlamentares em Portugal. Eu posso dizer que é com todo o orgulho que verifico, como ministro dos Negócios Estrangeiros, que está colocada em lugar elegível numa lista de um dos partidos uma cidadã de dupla nacionalidade e de origem guineense. Essa será mais um motivo para que o parlamento português e todo o país olhe com a atenção esta realidade de cooperação e de proximidade entre os dois países” disse Augusto Santos Silva.

Em termos de relacionamento económico, Santos Silva avançou que em 2014 Portugal tinha menos de 70 milhões de euros de trocas comerciais anuais com a Guine Bissau, explicando que “neste momento ultrapassamos já os 100 milhões. Portanto, a intensificação do relacionamento económico é uma realidade”.

“A Guiné-Bissau é primeiro parceiro comercial de Portugal nesta região da África ocidental e as empresas privadas portuguesas significam no seu conjunto o maior empregador privado no país, isto quer dizer que a nossa ambição tem que ser maior e realista, porque sabemos que temos progredido e portanto progredir muito mais” disse, lembrando que Portugal tem ainda um acordo no domínio do turismo” que tem de ser ratificado.

Augusto Santos Silva defendeu também a necessidade de o próximo programa estratégico 2020 – 2025 incidir mais na formação inicial de educadores de infância e de professores, apoio à saúde comunitário e aos cuidados hospitalares, ao estado de direito, ao desenvolvimento rural e transformação industrial.

Por fim, o chefe da diplomacia português avançou que “estamos em conjunto a dinamizar e procurar que a CPLP seja um espaço favorável as trocas económicas entre os nossos países, e um espaço favorável à circulação das pessoas”, e pode verificar a consonância absoluta de posições entre Portugal e a Guiné-Bissau neste domínio, “uma posição favorável a que um regime de mobilidade seja mais amplo possível”.

Tiago Seide

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