Guiné Equatorial | Portugal

Guiné Equatorial garantiu ao Presidente português que vai abolir pena de morte antes de 2020

O Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, partilhou esta terça-feira, 28 de maio, que o chefe da diplomacia da Guiné Equatorial lhe garantiu que a pena de morte irá ser abolida naquele país antes da próxima cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), marcada para 2020.

O governante português, que se encontra na ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe, para a celebração Presidencial do Centenário da Lei de Relatividade, comprovada na Roça Sundy em maio de 1919, disse que teve um breve encontro com o ministro equato-guineense dos Assuntos Exteriores e da Cooperação, Siméon Oyono Esono Angue, o que não estava previsto no programa oficial.

“Tive ocasião de apresentar ao senhor ministro dos Negócios Estrangeiros da República da Guiné Equatorial dois pontos: um do futuro imediato e outro mais de fundo, que correspondem à posição de Portugal, expressa permanentemente pelo Governo português, nomeadamente pelo ministro dos Negócios Estrangeiros”, Augusto Santos Silva, declarou Rebelo de Sousa à imprensa no final da reunião, que decorreu na sede do Governo Regional do Príncipe, na capital Santo António.

Um dos pontos, “naturalmente mais importante”, foi o de que, para Portugal, “constitui um ponto fundamental a consagração da abolição da pena de morte”, sublinhou, tendo dito ainda ao chefe da diplomacia equato-guineense que “Portugal via com apreço e apoiava a missão da CPLP que se vai deslocar à República da Guiné Equatorial, já no mês de junho”.

Siméon Esono Angue afirmou também na ilha do Príncipe que as autoridades “estão a trabalhar” para abolir a pena de morte, referindo que o país “votou contra” a pena capital nas Nações Unidas. “O tema da pena de morte é-nos falado em todos os fóruns, vamos a Portugal, vamos a Cabo Verde, vamos a São Tomé e Príncipe, é um tema global das Nações Unidas e a Guiné Equatorial, nas Nações Unidas, no mês de fevereiro, votou contra a pena de morte”, esclareceu aos jornalistas.

“A Guiné Equatorial, desde que é membro da CPLP, está a avançar com passos firmes para a implementação efetiva da agenda da CPLP”, acrescentou.

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