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Portugal e Timor-Leste assinam protocolo para ensino de português a professores timorenses

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Portugal e Timor-Leste assinaram um novo protocolo esta quinta-feira, 05 de setembro, relacionado com a área do ensino, marcando o arranque de um novo projeto de formação contínua em língua portuguesa de professores do ensino não superior.

O protocolo do projeto Pró-Português, cujo custo é de 16,28 milhões de euros até 2022, foi rubricado pelo presidente do Camões, Instituto de Cooperação e da Língua, Luis Faro Ramos – que está de visita a Timor-Leste – e pela ministra timorense da Educação, Cultural, Juventude e Desporto, Dulce Soares.

“O investimento de Portugal com Timor-Leste na área da educação é sólido e tem dado resultados muitos concretos. Iniciamos agora uma nova fase na nossa cooperação. Representa um salto qualitativo e quantitativo para outro patamar”, declarou Faro Ramos.

O Projeto Pró-Português de formação contínua de professores inclui diversas atividades que visam a “consolidação do sistema educativo e melhoria da qualidade do ensino em Timor-Leste, através do apoio ao setor da formação profissional e contínua do pessoal docente do sistema educativo do ensino não superior timorense”.

O projeto prevê também o desenvolvimento das competências e proficiência em Língua Portuguesa — Nível B2 de todos os professores, de todos os ciclos de ensino (Educação Pré-Escolar, Ensino Básico e Secundário) do sistema educativo do ensino não superior timorense, de escolas dos 65 Postos Administrativos.

Anualmente serão realizadas “520 horas de formação para uma média de 4 300 professores”, o que permite que, num prazo de três anos, “todos os professores do sistema educativo nacional atinjam o nível B2 de proficiência linguística em língua portuguesa”.

O acordo prevê que a maioria do valor financeiro seja financiada pelo Governo de Timor-Leste, cabendo ao Camões o cofinanciamento no valor total de 3,34 milhões de euros durante os três anos de vigência do projeto.

É esperado que sejam 33 os professores portugueses envolvidos no projeto, com dois coordenadores a que se somam 53 formadores efetivos timorenses (mais 53 suplentes) escolhidos pelo Instituto Nacional de Formação de Docentes e Profissionais da Educação de Timor-Leste (INFORDEP).

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