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Portugal está a “investir muito” na visita de António Costa a Angola

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, disse que Portugal está a “investir muito” na visita do primeiro-ministro português a Angola, deslocação que já está a ser preparada.

O governante falava numa entrevista, em Lisboa, à Rádio Nacional de Angola (RNA), tendo assumido a prioridade na “próxima etapa desse relacionamento ao mais alto nível” entre Portugal e Angola.

“Estamos a investir muito, do nosso lado, no conteúdo dessa visita. Até porque, no plano económico, há vários assuntos a tratar entre os dois países”, disse Augusto Santos Silva.

Augusto Santos Silva afirmou ainda que está em estudo a  assinatura do “Programa enquadrador da cooperação” para o próximo triénio.

“Temos ações de cooperação em curso entre Portugal e Angola, em vários domínios, desde o militar até ao educativo, e Portugal beneficia tanto da cooperação que tem com Angola, como julga que Angola beneficia, porque a cooperação é um caminho de dois sentidos”, sublinhou.

O ministro argumentou que, do ponto de vista do relacionamento bilateral, Angola é um dos países com que Portugal tem relações mais próximas e com os quais quer desenvolver mais e melhores relações.

Fez menção que no capítulo multilateral os dois países pertencem a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) e no Sistema das Nações Unidas têm também interesses comuns.

Augusto Santos Silva frisou que a boa relação entre os dois estados, assim como a promoção dos laços de cooperação de intercâmbio, e relacionamento económico são “uma prioridade da política externa portuguesa, há muito estabelecida”.

Ainda na entrevista divulgada pela rádio pública angolana, o ministro Santos Silva disse que o Governo português expressou-se sobre a condenação dos 17 ativistas angolanos, em primeira instância, numa tomada de posição “por escrito” que foi “muito compreensível para todos”.

A diplomacia angolana avisou, a 31 de março passado, os diplomatas da União Europeia (UE) acreditados em Luanda, incluindo Portugal, que não voltaria a aceitar “ingerências” nos assuntos internos, classificando a recente declaração daqueles embaixadores sobre a condenação de 17 ativistas como uma atitude “inamistosa”.

A posição foi assumida aos jornalistas pelo secretário de Estado das Relações Exteriores, Manuel Augusto, que, em nome do Governo angolano, chamou o embaixador da UE em Luanda, Gordon Kricke, para, disse, “prestar esclarecimentos” sobre a posição conjunta daquela delegação e das embaixadas dos Estados-membros.

“Nós compreendemos os valores, os princípios, os interesses e os objetivos da política externa angolana. Estou certo que Angola compreende também os valores, os princípios, os interesses, os objetivos da política externa portuguesa”, referiu, por seu turno, o chefe da diplomacia de Portugal.

 

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