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Portugal impediu segunda transferência suspeita de Isabel dos Santos

Isabel dos Santos

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), um órgão do Ministério Público (MP) de Portugal que tem como função coordenar e dirigir a investigação e a prevenção da criminalidade violenta, altamente organizada ou de especial complexidade, impediu em dezembro do ano passado uma segunda transferência bancária de 1,2 milhões de euros, feita a partir de uma sociedade que o MP suspeita ser da empresária angolana Isabel dos Santos.

A visada está agora a ser investigada em dois processos em Portugal. Segundo as informações avançadas até ao momento, os referidos 1,2 milhões de euros tinham como destino um país do Médio Oriente, tendo a operação sido suspensa com o aval de um juiz de instrução por suspeitas de branqueamento de capitais.

Essa transferência foi impedida por um elemento da equipa do DCIAP na mesma altura em que Rosário Teixeira, também procurador naquele departamento, travou uma transferência de 10 milhões de euros que a filha do antigo Presidente angolano José Eduardo dos Santos se prepararia, alegadamente, para fazer para a Rússia, através de uma conta em nome de Leopoldino Fragoso do Nascimento, mais conhecido como General Dino, e um dos homens do antigo regime do pai da empresária.

Após ter analisado a origem e o destino do dinheiro, bem como as entidades envolvidas, o DCIAP considerou que havia indícios de que o montante estaria ligado a atividades criminosas. Como tal, as operações foram travadas e as contas bancárias ficaram congeladas.

Nessa mesma altura a Procuradoria-Geral da República angolana admitiu que poderá vir a arrestar património da empresária em Portugal, Isabel dos Santos. Também nos dois inquéritos em curso, o Ministério Público português ponderará fazer arrestos e apreensões.

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