Portugal usa fundo de 1,2 ME para vítimas de terrorismo em Moçambique

Portugal anunciou que vai disponibilizar um fundo de 1,2 milhões de euros, dos setores público e privado, para apoiar as vítimas do terrorismo na província moçambicana de Cabo Delgado. 

“Conseguimos mobilizar recursos financeiros e materiais, entre o setor público e privado, em diversas áreas e que ascendeu a 1,2 milhões de euros”, afirmou o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação português, Francisco André, nesta segunda-feira, 22 de novembro. 

A declaração foi feita na cerimónia de lançamento do Fundo de Apoio Humanitário a Cabo Delgado, em Maputo. A visita a Moçambique decorrerá até quinta-feira, dia 25. 

Segundo o governante, o objetivo é “mobilizar outros parceiros e Estados também amigos de Moçambique” para se unirem ao fundo de apoio à província. Isto porque, explicou, o montante entregue por Portugal “não resolve o problema”

“O nosso apoio não se esgota nem hoje, nem nesta ação de apoio humanitário. Estamos muito empenhados em continuar a apoiar e a solidarizar-nos com Moçambique e com esta crise humanitária em Cabo Delgado”, salientou, no entanto. 

Segundo a diretora-geral do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) de Moçambique, Luísa Meque, este recente apoio monetário português vai “ajudar a minimizar o sofrimento de mais de 800 mil pessoas vítimas dos ataques” armados. 

Entre as entidades portuguesas que contribuíram para o fundo de apoio a Cabo Delgado estão as empresas Casais, Teixeira Duarte, Mota-Engil, Gabriel Couto, Fidelidade, Águas de Portugal, Apifarma, Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Fundação Aga Khan, Galp, Caixa Geral de Depósitos, Banco Comercial Português (Millennium BCP) e o Banco Português de Investimento (BPI).

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