Portugal | São Tomé e Príncipe

Visita da fragata portuguesa Vasco da Gama a São Tomé e Príncipe

Por ocasião da visita da fragata portuguesa Vasco da Gama, o Primeiro-Ministro Santomense, Patrice Trovoada, anunciou que quer incrementar um conceito de defesa partilhada e coordenada na sub-região contra a pirataria marítima e a exploração ilegal dos seus recursos.

O Chefe do Governo falou à imprensa depois da visita de contacto a fragata portuguesa Vasco da Gama que escalou o país em missão de capacitação de quadros nacionais, e escolheu, nomeadamente, Portugal, Brasil e Estados Unidos de América, como parceiros privilegiados para essa estratégia de defesa e proteção dos recursos marinhos do golfo da Guiné.

A estrutura, e equipamentos a bordo da fragata portuguesa, impressionaram o chefe do executivo São-tomense, Patrice Trovoada, tendo realçado que se trata de instrumentos militares de um país com meios e capacidade de defesa. O chefe de governo reconheceu ainda precisar de parceiros como Portugal que é membro da Nato para defender o seu território, sobretudo, as extensas águas territoriais.

Para o primeiro-Ministro, São Tomé e Príncipe ocupa uma posição geo-estratégica de capital importância no golfo da Guiné e, face as perspectivas económicas que se apresentam para o país nos próximos anos, mormente na possível exploração de petróleo, impõe viabilizar uma estratégia de defesa partilhada com alguns países amigos.

A sua preocupação é o combate aos crimes transnacionais que são praticados na zona norte e sul do mar de São Tomé. E, nessa perspectiva, Portugal e os EUA, e o centro de comando militar baseado no Gana, em Acra, são chamados a desempenhar um papel de dissuasão, combate e de proteção, obviamente, em cooperação com as forças nacionais.

As águas do golfo da Guiné dispõem de mais de 25% de recursos petrolíferos que sustentam o mercado internacional, por um lado, e, por outro, estudos apontam para uma zona bastante rica em recursos não petrolíferos, nomeadamente haliêuticos.

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