Cerca de 91 mil eleitores recenseados em STP

Noventa mil, novecentos e trinta e dois (90.932) é o número de eleitores recenseados de raiz. Os dados definitivos foram apresentados esta sexta-feira em conferência de imprensa pelo presidente da Comissão Eleitoral Nacional.

«Qualquer ato eleitoral que for realizado este ano no país deverá tomar em conta os resultados definitivos do recenseamento de raíz», disse Alberto Pereira.

Água Grande e Mé Zochi lideram com maior número de inscritos, com 34. 734 e 22. 277 eleitores, o que corresponde a 38% e 24,5% respetivamente do número total dos que se inscreveram para votar.

O distrito de Caué e a Região Autónoma do Príncipe têm um número menor: 3.602 e 4.180, correspondente a 4% e 5,2%.

Solicitado pela e-global para reagir à dúvida do partido União Democrática para a Cidadania e o Desenvolvimento, UDD, no que respeita à diminuição do número de eleitores, Pereira explicou que “no recenseamento eleitoral de raíz não se adiciona eleitores”.

«O último recenseamento de raíz feito no país foi em 2010. Entre 2010 e 2017, quantas pessoas não viajaram? Estavam no caderno eleitoral, mas já não estão no país. Quantos que não faleceram fora do período de atualização? Tivemos três atualizações neste período. E mais, o recenseamento eleitoral não é obrigatório. Sabemos que existem pessoas que por uma ou outra razão não quiseram recensear e infelizmente não podemos fazer nada», esclareceu.

«A nível da Comissão fizemos tudo ao nosso alcance para haver a maior divulgação possível e mobilizar os potenciais eleitores. Inovamos no processo de mobilização. Não recenseou aquele que não quis. Houve problemas no primeiro mês com a enchente que se verificou. No segundo e terceiro, as equipas que iam ao terreno só recenseavam duas, três pessoas por dia, contra 120 no primeiro. O governo deu-nos condições e trabalhamos com o apoio de muitas instituições privadas, associações e partidos políticos», acrescentou o presidente da Comissão Eleitoral Nacional.

Com a apresentação dos resultados definitivos, a Comissão Eleitoral termina o mandato, já que “cumpriu o trabalho técnico para qualquer ato eleitoral que poderá acontecer este ano em São Tomé e Príncipe. Todo o resto já não depende da CEN”.

Para o próximo ato eleitoral, a Assembleia Nacional “terá de constituir uma nova Comissão Eleitoral”.

Alberto Pereira não confirmou nem informou se vai continuar à frente da CEN. “Para mim, a questão é concluir o processo com os colegas e o futuro é para os futurologistas. Prefiro esperar pelo futuro para ver o que poderá acontecer”.

Rumores indicam que o presidente da Comissão Eleitoral cessante já teria manifestado indisponibilidade para continuar, por razões pessoais.

Alberto Pereira foi muito criticado pela forma como geriu a fase final das eleições presidenciais. Os partidos e figuras da oposição têm pedido o seu afastamento.

Na conferência de imprensa, ele agradeceu a todos aqueles que contribuíram para a realização do recenseamento de raíz.

 

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