Conselho Nacional do MLSTP/PSD renova confiança na Direção do partido

O Conselho Nacional do MLSTP/PSD convergiu “de forma unânime e consensual, sobre a necessidade de renovar a confiança na Direção do Partido, para que a mesma possa consolidar as bases de entendimento interno, indispensáveis para forjar a unidade, coesão interna e consenso, respeitando o estipulado nos Estatutos do Partido”, lê-se no comunicado do Conselho Nacional que a e-global teve acesso.

Entretanto, sobre a permanência da atual Direção houve quem pedisse a realização de um congresso extraordinário, o que gerou alguma tensão na reunião.

Outro passo dado na perspetiva do apaziguamento no seio do partido foi o convite feito aos membros do PEPS e da Plataforma para reintegrarem o MLSTP.

O presidente do MLSTP manifestou-se satisfeito com a “extinção formal do Partido PEPS”, então liderado por Rafael Branco, que “convidamos a reintegrar-se nas fileiras do Partido, no quadro da unidade e da coesão, com toda a sua ex-equipa, nos termos dos Estatutos”.

«No mesmo sentido, exortamos que igual tratamento seja dado ao Partido Plataforma, no sentido de encontrarmos o mais amplo consenso, rumo a vitória do glorioso MLSTP, nas autárquicas, regional e legislativas de 2018», acrescentou Aurélio Martins.

«O Conselho Nacional do MLSTP/PSD exorta todos os seus dirigentes, militantes, simpatizantes e amigos, a unirem-se em torno destes objetivos para unir, consolidar e fortalecer o MLSTP/PSD para os próximos desafios políticos e eleitorais», reitera o comunicado do Conselho Nacional.

Os conselheiros decidiram pela criação do “Gabinete de Preparação e Seguimento das Eleições” e pelo reajustamento do “Gabinete de Estudos”.

Além da situação interna do partido, também abordada em moções, a reunião analisou sobre o estado do país e foram feitas críticas à governação do ADI, partido no poder, com ênfase no crime em que um jovem inocente foi baleado por um agente da Polícia Nacional numa perseguição a um ladrão; aumento significativo da criminalidade no País, conforme os relatos da Polícia de Investigação Criminal (PIC) e da Polícia Nacional; bem como o desaparecimento do navio que fazia ligação entre as duas ilhas.

Mereceram igualmente a atenção dos conselheiros as “viagens constantes” do primeiro-ministro, “sem benefícios para o País”; “as recomendações do FMI, relativas ao excesso do endividamento e o aumento galopante de funcionários públicos” e ainda “a permanência das tropas ruandesas, mais de sessenta dias após o prazo requerido pelo governo e aprovado pela maioria parlamentar do ADI”.

A propósito das tropas ruandesas, a UDD, outro partido na oposição, já instou o presidente da República, Evaristo Carvalho, a esclarecer a nação com a “maior brevidade possível” sobre “a data em que os referidos militares abandonaram o território santomense de regresso ao seu País, em igual número em que entraram no nosso território”.

Em comunicado distribuído à imprensa, a força política que detém um assento no parlamento, recordou que “a presença de qualquer militar estrangeiro em território nacional, para além do período previsto na autorização dada pela Assembleia Nacional, constitui violação grave da Constituição e crime punível por Lei, por parte daqueles que permitiram a ocorrência de tal situação».

O MLSTP/PSD, note-se, está à espera do parecer do Supremo Tribunal de Justiça / Tribunal Constitucional, na sequência do protesto feito pela forma atabalhoada como foi autorizada no parlamento, pela maioria do ADI, a presença de 20 oficiais ruandeses em maio passado por 60 dias.

Uma das condições desrespeitadas era que o presidente da República deveria reunir antes o Conselho de Estado para obter o seu parecer, considerando ainda que o país não está oficialmente em nenhuma situação de emergência.

 

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