São Tomé e Príncipe

Crise energética sem fim à vista

Os apagões de várias horas regressaram ao quotidiano dos santomenses, apesar do investimento feito pelo governo com a aquisição de mais três grupos de geradores novos para reforçar a produção.

As causas, segundo diversas fontes, são várias: aumento do consumo de energia com aparelhos de ar condicionado devido ao aumento do calor no país, extensão da rede a zonas rurais e a deficiência no funcionamento dos grupos de geradores, incluindo algumas das novas unidades desde a sua entrada em serviço.

Os geradores ainda estão sob garantia. Técnicos angolanos e portugueses são esperados esta semana para reparar as avarias nas unidades que custaram ao estado cerca de 7 milhões de dólares (6,3 milhões de euros) e foram instaladas em finais do ano passado na central da EMAE na cidade capital.

O primeiro-ministro santomense manifestou-se preocupado e prometeu que as responsabilidades serão apuradas em seu devido tempo. Porém, “o que importa agora é intervir urgentemente para os repor em funcionamento, para que possamos regressar a normalidade”, disse Patrice Trovoada.

Em quarenta anos de independência, São Tomé e Príncipe ainda não conseguiu estabilizar o fornecimento de energia, apesar dos investimentos feitos nos últimos anos, entre eles, a construção de uma nova central térmica em Santo Amaro com o apoio da cooperação taiwanesa. Atualmente assiste-se à renovação da rede de distribuição com a instalação de novas torres e cabos.

O desequilíbrio entre a capacidade de produção e o número cada vez maior de utentes, as perdas na envelhecida rede de distribuição, os roubos de energia e de cabos continuam a provocar sérios constrangimentos.

Entretanto, iniciativas estão em curso, de modo que fontes de energia limpas possam, dentro de cinco anos, integrar a rede energética do país.

JR/e-global

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