O “Gosto amargo” de 2016 para o MLSTP

Para o principal partido da oposição, 2016 deixou um “gosto amargo”. A afirmação é do presidente dos sociais-democratas no encerramento do curso sobre o empreendedorismo organizado pela Escola Nacional do partido, em que aproveitou para fazer o balanço do desempenho da formação política que dirige e da governação do ADI.

Aurélio Martins reconheceu que o MLSTP/PSD não alcançou os “objetivos políticos” propostos, como a “vitória nas eleições presidenciais”. Porém, “o movimento de reunificação do partido” conseguido no último trimestre e concretização da primeira etapa de reativação da escola partidária amenizaram a situação.

O líder do MLSTP deixou uma recomendação ao Departamento de Mobilização, Quadros e Cidadania, no sentido de “dinamizar, rapidamente, a preparação dos instrumentos reguladores do funcionamento da Escola, para que sejam aprovados, e a futura Direção da mesma possa prosseguir o trabalho iniciado”.

Por outro lado, o presidente do MLSTP teceu duras críticas à governação do partido Acção Democrática Independente, considerando que “enquanto cidadãos, só obtivemos, desonestidade, incompetência e, ultimamente, traição, deslealdade e covardia”. «Desonestidade, porque foi ‘na mão grande’, isto é, na base de uma fraude maciça que conseguiram vencer-nos no ultimo pleito eleitoral. Com efeito, o atual Presidente só foi eleito, porque não fomos capazes de nos apercebermos a tempo, da máquina fraudulenta instalada, que se nutria de uma corrente corrupta e alienada ligada à Comissão Eleitoral Nacional», analisou Aurélio Martins.

«Incompetência, porque o ADI não tem tido capacidade para governar o país, pois, de erros em erros, estão levando a Nação a um beco sem saída, como ficou provado no debate sobre o ‘Estado da Nação’», acrescentou.

Recordou o facto do chefe do governo “não saber se a dívida contraída com os Bónus do Tesouro haviam sido pagas ou não” e também a garantia de 98% do financiamento do Orçamento ter-se transformado em apenas 37%.

«Traição e deslealdade, porque estamos a ser governados por uma maioria absoluta, violadora da Constituição e demais leis, e que manipula diariamente a opinião pública, através da censura nos órgãos estatais da comunicação social», sublinhou Martins.

Por estas e outras razões, “não pudemos fazer um balanço positivo do ano 2016”, reiterou o líder do MLSTP/PSD.

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