Guiné Equatorial | São Tomé e Príncipe

Operações em blocos fronteiriços entre São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial a partir de outubro próximo

Vai ser constituída uma Zona Especial de Exploração Conjunta nos blocos fronteiriços entre São Tomé e Príncipe e Guiné Equatorial.

A decisão, segundo uma nota do Ministério das Obras Públicas, Infraestruturas e Recursos Naturais e Ambiente numa rede social, foi tomada no encontro entre os dois titulares, no quadro da visita oficial do primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, à Guiné Equatorial.

Osvaldo Abreu e Gabriel Mbaga Obiang Lima analisaram minuciosamente o setor do Petróleo. Foram previstos “expedientes sobre a promoção conjunta dos blocos limítrofes, para que as operações iniciem em outubro deste ano”, acrescenta a nota.

Uma equipa da Guiné Equatorial deverá visitar São Tomé, com vista a “selecionar os estudantes que frequentarão cursos ligados a área de petróleo” no país vizinho.

Os encontros de trabalho do ministro santomense abarcaram também a aviação civil. Além da abordagem sobre os passos para a implementação do Memorando de Entendimento para a promoção conjunta dos blocos limítrofes, foram também passados em revista com Leandro Miko Angue “a parceria no setor da aviação civil”.

A segurança marítima esteve igualmente na agenda. A parte santomense submeteu uma proposta de protocolo neste domínio que foi “bem acolhida”. Será assunto da próxima Comissão Mista prevista para junho próximo.

Segundo ainda a nota, os ministros demonstraram “total disponibilidade em fortalecer a cooperação e troca de experiências” entre os dois países.

Por outro lado, membros da Direção da Shell apresentaram-se ao Estado santomense, num encontro com o chefe do governo, Jorge Bom Jesus.

Para os representantes da empresa anglo-holandesa que participa nos blocos 6 e 11 da Zona Económica Exclusiva, ZEE, as expectativas “são boas”, em torno dos referidos blocos, “mas há também alguma incerteza. Só depois da perfuração dos blocos é que se terá certezas”, assegurou Eduardo Rodrigues.

A delegação garantiu que o interesse da empresa em pesquisar petróleo em São Tomé e Príncipe, é grande. Por isso, a Shell comprou 20% de participação sobre o bloco 6, que é operada pela companhia portuguesa GALP. No bloco 11, operada pela norteamericana Kosmos Energy, detém 30% de participação.

Os primeiros furos nos referidos blocos estão previstos para finais do corrente ano.

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