Presidente destaca trabalho e utilização racional de recursos para promover crescimento

O presidente da República de São Tomé e Principe entende que o “trabalho mais do que o apanágio da humanidade deve ser um imperativo do quotidiano de todos os santomenses. O trabalho e a utilização racional dos discursos disponíveis devem tornar-se antes do mais os primeiros e principais instrumentos para o crescimento económico”.

Evaristo Carvalho exortou, na sua mensagem de Ano Novo, aos santomenses e aos estrangeiros que vivem e labutam neste país a “mais dedicação ao trabalho e profissionalismo para que todos juntos edifiquemos um país desenvolvido, moderno, seguro, acolhedor, solidário e coeso”.

O chefe de Estado considera que no plano económico e financeiro, “políticas e medidas foram corajosamente assumidas e implementadas pelo governo e que vem melhorando progressivamente o ambiente de negócios e o acolhimento dos investimentos estrangeiros”.

Encorajou, por isso, o governo “a concentrar com determinação e afinco os esforços e meios para a implementação do seu programa de crescimento e diversificação económica, dando ênfase a contínua melhoria dos equilíbrios macroeconómicos, assim como promover a poupança e a atração do investimento direto estrangeiro”.

Porém, para diversificar a economia, reduzir o desemprego, sobretudo juvenil, e promover a coesão social, há que necessariamente “continuar a manter o curso favorável dos índices macroeconómicos, com enfoque para a taxa de inflação, condição essencial para que o investimento direto estrangeiro, gerador de crescimento possa afluir ao país”.

O presidente da República fez referência aos “progressos” que São Tomé e Príncipe fez “na sua trajetória”, apoiando-se parcialmente nos resultados das missões do Fundo Monetário Internacional e de outros parceiros bilaterais e multilaterais, nomeadamente o Banco Mundial, a União Europeia, o Banco Africano de Desenvolvimento, o Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África.

Evaristo Carvalho aproveitou a oportunidade para agradecer “os países doadores, as instituições e organizações multilaterais pelo apoio concedido ao país em momentos difíceis”, apesar da crise económica e financeira mundial que tenha afetado a capacidade dos mesmos em continuar a disponibilizar os recursos financeiros para ajuda pública ao desenvolvimento com reflexos no desempenho da nossa economia.

«É um imperativo aumentarmos a nossa capacidade de absorção de ajudas e empréstimos que contraímos para reduzirmos mais eficazmente a pobreza e promover a coesão social num país em que a incidência e a dimensão da pobreza afetam mais de metade da população», sublinhou o chefe de Estado.

A redução da pobreza continua a ser um dos maiores desafios, porque afeta mais de metade da população, apesar de figurar entre os objetivos fixados nas duas últimas estratégias de desenvolvimento.

«O desenvolvimento de uma Nação depende do conhecimento do seu passado, associada a uma dinâmica impulsionada do interior, como propõe a Agenda de Modernização e Transformação Económica de São Tomé e Príncipe apresentada pelo governo aos parceiros públicos de desenvolvimento e ao setor privado com vista ao crescimento económico sustentável e consequentemente a redução da dependência da ajuda externa», considerou Evaristo Carvalho.

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