Primeiro ministro de Cabo Verde iniciou visita de cinco dias a São Tomé e Príncipe

O Primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, iniciou na passada quarta-feira uma visita de cinco dias ao arquipélago São-tomense, onde pretende reavivar as comissões mistas para que cooperação seja muito mais dinâmica, efectiva e intensa.

Ulisses Correia foi recebido no aeroporto Internacional de São Tomé e Príncipe pelo ministro da Presidência, Conselho de Ministros, Comunicação Social e Novas Tecnologias, Wuando Castro, e disse à imprensa que a sua visita visa, sobretudo, “fazer com que esta nossa cooperação seja muito mais dinâmica efectiva e intensa”.

O Primeiro-ministro de Cabo-verdiano frisou ainda que “temos a intenção de reavivar novamente as comissões mistas, porque são sempre momentos de encontros, de partilha e de avaliação no âmbito da cooperação bilateral”.

“É bom lembrar que nós temos uma cooperação muito especial”, disse Ulisses Correia, tendo declarado que a sua missão tem ainda como pano de fundo “fazer uma avaliação no quadro de cooperação para desenvolvimento económico e empresarial” entre os dois países.

Ulisses Correia negou estar em campanha presidencial dizendo “que não aproveitará para fazer uma eventual acção de campanha face as próxima eleição em Cabo-Verde, não faço representação partidária por se tratar de uma missão na qualidade de Primeiro-ministro”.

Na ausência do Presidente da Assembleia e dos dois vice-presidentes, o Primeiro-ministro de Cabo Verde reuniu-se, esta quinta-feira, com os Líderes Parlamentares da Assembleia Nacional, em audiência de cortesia, e depois seguiu para o palácio de moro da trindade para o encontro com o Presidente cessante de São Tomé e Príncipe, Evaristo Carvalho.

Ainda no quadro desta visita, Correia deverá deslocar-se a algumas comunidades aonde deverá dialogar com seus concidadãos, incluindo a Região Autónoma do Príncipe.

Praia e São Tomé, além de laços de consanguinidade resultante da deportação para as Ilhas de África Central de muitos cabo-verdianos que, nos anos 50 e 60, trabalharam no plantio de cana-de-açúcar, cacauzal e cafezal são-tomense, hoje, como Estados livres do mesmo colonialismo português, desenvolvem relações em múltiplas áreas de desenvolvimento de ambos Estados.

É mais visível a cooperação na área de formação de quadros onde Praia recebe várias dezenas de jovens são-tomenses que estudam em vários estabelecimentos de ensino técnico-profissional e superior cabo-verdiano, mas os dois Estados cooperam, também, na esfera empresarial.

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