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São Tomé e Príncipe apresenta as suas potencialidades a parceiros chineses e da CPLP

O primeiro-ministro santomense convidou os parceiros chineses e da CPLP, que participam no XIV Encontro deste bloco económico e comercial, a usarem o seu “faro clinicamente empresarial numa atitude win-win, solidária e proactiva” para descortinarem o leque de potencialidades e oportunidades que São Tomé e Príncipe oferece.

Segundo Jorge Bom Jesus, abarcam os “projectos estruturantes”, como o porto, aeroporto e estradas; o “sector real de serviços”, entre os quais, telecomunicações, zona franca, turismo, agro-indústria e exploração petrolífera; os “sectores sociais” como saúde e educação; para a transformação de São Tomé e Príncipe, numa “plataforma estratégica e de referência no golfo da Guiné”, tendo como suporte a paz, democracia, estabilidade política e naturalmente desenvolvimento sustentado.

O chefe do governo falava na abertura dos dois dias de encontro China /CPLP que São Tomé acolhe pela primeira vez.

O director executivo da Agência de Promoção de Comércio e Investimentos, APCI, admitiu que a “atractividade dos sectores é variável”. Na sua opinião, o turismo lidera, consequência de reformas que começam a dar os seus frutos.

Entretanto, “no sector da energia, a urgente necessidade de inverter a situação actual, promovendo a transição energética sustentada pelas fontes renováveis, apresenta oportunidades claras”, incentivou Rafael Branco. “Sectores novos, como a transformação de produtos agro-pecuários, a pesca sustentável e infra-estruturas de valor agregado, novas tecnologias e serviços são, igualmente, de crescente interesse, tendo em conta a posição geoestratégica, numa região rica em potencial”, acrescentou.

Alguns desses projectos já estão nas mãos de certos parceiros e espera-se que nestes dias as partes aprofundem o conhecimento dos mesmos e acordem os próximos passos a dar. A APCI manifestou-se disponível para ajudar a “aproximar posições e ultrapassar obstáculos eventuais”.

“Para o relançamento da economia, aumento do PIB e do tecido empresarial nacional, importa prosseguir a reforma fiscal, saneamento e sustentabilidade das finanças públicas, combate à exclusão e à extrema pobreza, busca de soluções mais viáveis e eficientes no sector energético, sem perder de vista que a reforma da justiça é um imperativo irreversível e inadiável na promoção de condições para o melhor ambiente de negócios em São Tomé e Príncipe”, defendeu o primeiro-ministro.

É necessário ainda que o país continue a fazer “reformas urgentes”. Por exemplo, “diminuir os custos de contexto”, além da mudança de mentalidade dos agentes públicos a todos os níveis.

“Todos precisam reconhecer que o investidor, nacional ou estrangeiro, é um parceiro que contribui para o nosso desenvolvimento quer gerando receitas e empregos, quer fomentando a inovação e a formação do capital humano”, explicou, por sua vez, o director executivo da APCI.

Os representantes da Câmara do Comércio Internacional da China, CCPIT, e do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento de Macau, IPIM, manifestaram disponibilidade em reforçar cada vez mais o relacionamento com a CPLP, na medida em que os empresários são a força motriz na promoção da cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

O Fórum Macau transformou-se numa “plataforma efectiva de intercâmbio, diálogo e cooperação pragmática entre as empresas dos países participantes, desempenhando um papel essencial na elevação do nível de cooperação económica e comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, destacou o secretário-geral Adjunto do Secretariado Permanente da instituição.

“No ano passado, o volume das trocas comerciais entre a China e os países de Língua Portuguesa atingiu um recorde de mais de 147 mil milhões de dólares americanos. A China mantém o seu estatuto de maior parceiro comercial dos países de língua portuguesa, sendo também o principal mercado e de maior crescimento das exportações dos países de Língua Portuguesa”, indicou Ting Tian.

“Os investimentos empresariais da China em vários sectores nos países de Língua Portuguesa ultrapassaram 50 mil milhões de dólares. As empresas chinesas têm actualmente no seu activo, contratos de obras com valor superior a 90 mil milhões, evidenciando-se grande potencialidade na cooperação económica entre a China e os Países de Língua Portuguesa”, acrescentou.

Seis protocolos entre as instituições chinesas e de alguns países foram assinados no primeiro dia do encontro.

A Bolsa de Contacto sobre diversos temas iniciada na segunda-feira terminou esta terça-feira. A expectativa é que sejam dados passos para a concretização de negócios nas áreas com maiores potencialidades em São Tomé e Príncipe.

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