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São Tomé e Príncipe e China avançam na cooperação

São Tomé e Príncipe e a China iniciaram ontem, 19 de janeiro, a definição das áreas de cooperação entre os dois países, e destacam-se os setores da saúde, agricultura, energia, infraestruturas, os dois parceiros anunciaram que será para breve.

O primeiro-ministro são-tomense Patrice Trovoada, encontrou-se com a delegação chinesa composta por representantes de ministérios chineses e técnicos e especialistas que chegou ao arquipélago na mesma manhã. O anúncio do avanço das negociações foi feito por Zhou Zhaoming, representante do Ministério do Comércio e do Banco de Exportação da República Popular da China.

A 26 de dezembro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de São Tomé e Príncipe, Urbino Botelho, e o seu homólogo chinês Wang Yi, assinaram os documentos de restabelecimento das relações diplomáticas, em Pequim, suspendidas desde 1997. Este reatar aconteceu depois de, a 20 de dezembro, o governo são-tomense ter cortado relações diplomáticas com Taiwan, justificando a decisão com o reconhecimento do princípio “uma só China”.

Quando se restabeleceram as relações diplomáticas com a República Popular da China, o primeiro-ministro Patrice Trovoada já o tinha previsto como uma possibilidade que abriria “caminhos para acordos de cooperação em vários domínios nos próximos tempos”.

Os projetos de investimento e cooperação começaram no início de janeiro deste ano, quando 9 empresas chinesas chegaram a São Tomé e Príncipe para negociar com o Governo investimentos nas infraestruturas, com vários planos em vista. Desses planos, faziam parte a ampliação do aeroporto internacional de São Tomé e o projeto para o Porto de águas profundas na região de Lobata, acordo que já tinha sido assinado em 2015 a China Harbour Engineering Company Ltd (CHEC), que são agora uma realidade e os projetos mais prioritários nesta cooperação.

Não só nas infraestruturas a China pretende contribuir. No início de janeiro, São Tomé recebeu uma missão médica chinesa para prestar cuidados de saúde nas áreas de estomatologia, cardiologia e cirurgia geral, bem como a introdução de algumas tecnologias e inovações médicas chinesas. Antes era Taiwan quem prestava esse apoio adicional, com mais de um milhão de dólares por ano no setor sanitário são-tomense, sobretudo em ações de combate ao paludismo.

Com o restabelecimento das relações diplomáticas com a China, prevê-se ainda que São Tomé e Príncipe possa vir a integrar o “Fórum Macau”, o que possibilitaria uma representação integral de todos os países de língua portuguesa.

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