STP: A Sociedade Civil Santomense monitoriza a ajuda financeira ao país no contexto da pandemia de Covid-19.

WeBeto, Plataforma dos Direitos Humanos e Equidade de Género, Centro de Integridade Pública, CIPSTP, e a Federação das ONG, FONG STP, vão monitorizar as ajudas financeiras concedidas ao país no contexto da pandemia de Covid-19.

 

Segundo a Nota de Imprensa, estas Organizações da Sociedade Civil Santomense pretendem “avaliar o nível dos apoios financeiros recebidos, proceder à sua caracterização setorial, produzir informação de qualidade sobre a gestão da ajuda, com base em evidências encontradas no terreno, elaborar conclusões e recomendações”.

 

A ação de monitoria decorre entre 16 de novembro e início de dezembro. A apresentação pública do relatório final está prevista para 14 de dezembro.

 

Por outro lado, as referidas organizações vão campanhas de comunicação e informação no terreno, entre 17 e 20 de Novembro, no seio da comunidade estudantil, “sensibilizando-as para as medidas de prevenção e combate à pandemia de Covid-19”.

 

Serão distribuídas máscaras de proteção individual, adquiridas com apoio do Pro PALOP-TL ISC, no âmbito do Plano de Resposta do Programa à emergência Covid-19.

 

As referidas ONG também beneficiaram de fundos alocados ao Programa Pro PALOP-TL ISC, cofinanciado pela União Europeia e pelo Programa das Nações Unidas par o Desenvolvimento, PNUD, no âmbito do “forte financiamento externo do Orçamento Geral do Estado” com vista a uma “resposta eficaz a médio prazo ao impacto socioeconómico da pandemia COVID-19”.

 

Por isso, estas organizações entendem ser de “enorme pertinência o exercício do seu papel de monitoria social sobre como os recursos públicos são geridos em benefício da maioria da população e sobretudo das mais vulneráveis”, pelos atores do sistema de gestão das finanças públicas e da governação económica,

 

A propósito ainda da resposta à pandemia, o Sistema Nacional de Saúde santomense recebeu um novo apoio da OMS em parceria com a Embaixada britânica e o envolvimento da petrolífera British Petroleum- STP,

 

A embaixadora britânica, com residência em Luanda, entende que se trata de algo essencial para “melhorar a capacidade de governo de São Tomé e Príncipe face a pandemia de Covid-19, num momento particularmente difícil para todos nós”.

«Este investimento no sistema de saúde em São Tomé e Príncipe vai contribuir não só para apoiar uma série de rastreios à Covid-19, como também ajudar a testar contra outras doenças mais comuns que têm afetado o sistema de saúde nas ilhas», acrescentou Jessica Hand, após a assinatura do acordo.

 

«Ninguém estava preparado para esta emergência global de saúde pública. Logo devemos colaborar sempre que possível para combater os efeitos de pandemia em todo mundo. São Tomé e Príncipe é um amigo valioso do Reino Unido e pretendemos continuar a aprofundar as boas relações de amizade de forma eficiente», disse ainda a diplomata britânica.

 

Para a representante da OMS em São Tomé e Príncipe “o apoio da Embaixada Britânica e da British Petroleum (BP), no reforço da capacidade de diagnóstico do país, surge num momento chave”.

 

«O aumento de casos de Covid-19 na Europa e países africanos vizinhos é uma demonstração de que não podemos reduzir as nossas atividades de vigilância e de proteção, mas acelerar sobretudo a despistagem para identificar o mais cedo possível qualquer foco de casos”, acrescentou Anne-Marie Ancia.

 

O diretor da petrolífera britânica para São Tomé e Príncipe, disse que “A BP tem apoiado São Tomé e Príncipe na luta contra a pandemia de Covi-19 nestes tempos difíceis”. Daniel Ndzi Shirmboh, acrescentou que “é um verdadeiro prazer ver a BP, um investidor do Reino Unido de mãos dadas com a Embaixada britânica nesta iniciativa”.

 

O ministro da Saúde reconheceu o acordo “reveste-se de maior importância para São Tomé e Príncipe”.

 

Na videoconferência, Edgar Neves agradeceu todos os parceiros envolvidos na iniciativa e no “apoio concreto à melhoria das nossas condições sanitárias”, nomeadamente o Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, a BP e a OMS.

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