São Tomé e Príncipe

STP aproxima-se de 450 casos de infeção por Covid-19

O mais recente boletim sobre a evolução da pandemia em São Tomé e Príncipe aponta para 441 casos positivos de Covid-19. O número inclui 12 novas infeções dos 31 testes rápidos realizados nas últimas 24 horas e 184 das 623 amostras enviadas para o Instituto português Ricardo Jorge.

De acordo com a diretora dos Cuidados de Saúde, Feliciana Pontes, 349 pessoas ainda estão em confinamento domiciliar, por não apresentarem sintomas preocupantes. Os que estavam em quarentena na Região Autónoma do Príncipe baixou de 41 para 11, os recuperados situam-se agora em 68 e os óbitos mantiveram-se em 12.

No hospital de campanha estão 12 cidadãos internados e os pacientes nos serviços sintomáticos respiratórios foram reduzidos para dois.

As amostras enviadas para Portugal são 623 e não 613 inicialmente anunciado pelo governo e posteriormente corrigido para 603 pelo ministro da Saúde. Edgar Neves também tinha anunciado que 176 deram positivos e 427 negativos, ressalvando na ocasião, que “devido à complexidade técnica, os dados dos testes analisados no Instituto Ricardo Jorge, em Portugal, ainda estão a ser tratados”.

De acordo com os resultados distribuídos a jornalistas, desta quantidade, 184 deram positivos, 432 foram negativos e sete “não tem resultado”.

Na distribuição por distrito, Água Grande, o mais populoso do país lidera com 262 casos; Mé Zóchi, segundo maior do país, com 42; Cantagalo a sul com 27; Lobata e Lembá, a norte, com 17 e 15 respetivamente. Na Região Autónoma do Príncipe 29 estão infetados, havendo 49 cidadãos cuja zona de residência não foi identificada.

A informação divulgada não dá detalhes por género e grupo etário.

Entretanto, com o apoio da República Popular da China já está disponível um espaço que serve de extensão ao Hospital de Campanha, com capacidade para 40 leitos ou mais em caso de necessidade.

O salão cultural “Alda Espírito Santo” foi apetrechado com este objetivo, depois de algumas obras de canalização e de rede elétrica para proporcionar aos eventuais utentes boas condições de comodidade, assim como o mobiliário básico, camas e colchões, entre outros insumos.

O Embaixador da República Popular da China manifestou a sua satisfação em financiar este tipo de trabalho, baseado numa iniciativa que segundo o mesmo “é bastante criativa, utilizando um espaço já existente”.

Wang Wei recordou que este tipo de adaptação de espaços já existentes em Hospital de Campanha já aconteceu em países europeus, asiáticos, incluindo a própria China.

O ministro da Saúde ao agradecer a solidariedade da China, sublinhou que este espaço serve de “prevenção para o pior” e que “homem prevenido vale por dois”.

«Este espaço é extremamente importante de prevenção e preparação ao combate de Covid-19”, acrescentou Edgar Neves, enaltecendo o trabalho da equipa técnica nacional e da República Popular da China “que concluíram este trabalho em tempo recorde.

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