São Tomé e Príncipe

STP: Assembleia Nacional dá ultimato a IURD

STP Comissão especializada

A Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe deu um ultimato de oito dias à Igreja Universal de Reino de Deus na sequência da detenção de Uidimilo Veloso, na Costa do Marfim.

Uidimilo Veloso, cidadão são-tomense e pastor da IURD, há 14 anos, foi detido na Costa do Marfim, por alegada difamação e calúnias nas redes sociais contra a própria igreja.  A mulher de Veloso, grávida, foi entretanto deportada para São Tomé.

O anúncio da prisão do cidadão são-tomense na Costa do Marfim foi feito pela própria esposa que revelou vários outros episódios, incluindo a obrigatoriedade do seu marido fazer uma vasectomia, alegadamente por ordem da IURD.

“A igreja não fez nenhuma queixa contra o pastor, a igreja fez queixa contra o perfil falso na internet que estava a denegrir a imagem da igreja dos pastores e dos missionários”, explicou o bispo da IURD Ranger da Silva. Este defendeu que “foi um crime cibernético que levou o pastor Uidimilo Veloso à prisão”.

Ao falar a imprensa, Alda Ramos, deputada e porta voz das comissões especializadas da Assembleia Nacional que segue o caso disse que “a igreja deve assumir, e se não assumir, nós accionaremos outros mecanismos para não existir mais esta igreja cá em São Tomé e Príncipe”. Acrescentou ainda que “entendemos que a igreja tem toda a responsabilidade de trazer de volta o cidadão Uidimilo Veloso”.

A porta-voz do parlamento são-tomense disse que caso a IURD não assuma as suas responsabilidades de colocar Uidimilo Veloso em São Tomé dentro do prazo estipulado, esta congregação religiosa poderá ser banida no país.

A Assembleia Nacional são-tomense acusou a Igreja Universal de Reino de Deus também de ter “violado os direitos humanos” – dizendo que “nós entendemos que a Igreja violou os direitos humanos, tendo em conta que o cidadão foi condenado a um ano de prisão e nem sequer teve direito a um advogado. Isso não é possível, é uma violação do direito humano”, disse Alda Ramos.

O prazo de oito dias foi dado ao Bispo da Ranger da Silva, da Igreja durante uma audição com duas comissões parlamentar que demorou cerca de três horas.

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