São Tomé e Príncipe

STP: Banco Central adota medidas para manter a estabilidade macroeconómica.

O Banco Central de São Tomé e Príncipe, BCSTP, tomou um conjunto de medidas para manter a estabilidade macroeconómica.

 

O Comité da Política Monetária da instituição reuniu-se no dia 26 de Outubro para analisar a “evolução da economia nacional” e as expectativas geradas pela inflação e decidiu emitir certificados de depósitos, “realizando emissões mensais a taxa de juro nominal de 1%”, indica um comunicado da instituição.

 

Outra medida adotada é “manter inalteradas as taxas diretoras do BCSTP em 9% para taxa de juro de referência e em 9,5% para taxa de facilidade permanente de cedência de liquidez”.

 

Os coeficientes de reservas mínimas de caixa vão manter igualmente inalterados em 14% para moeda nacional e 17% para moedas estrangeiras.

 

Na perspetiva do BCSTP, a emissão dos certificados de depósito poderão ajudar a ajustar os níveis de liquidez na economia, “reduzindo, deste modo a pressão sobre as reservas externas”.

 

A manutenção das taxas diretoras visa, por seu lado, manter as medidas de estimulo para incrementar o crédito à economia com vista a dinamizar a atividade económica do país.

 

Entretanto, o BCSTP prevê uma subida da inflação em 9% até final deste ano e uma queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 6%.

 

O BCSTP justifica a subida da inflação e a queda do PIB com “os choques do lado da oferta de bens e serviços, conjugados com a expansão da liquidez”.

 

“A atividade económica nacional afetada por choques externos, destacando-se a forte redução da procura turística, cujo efeito de transmissão é generalizado a todos os setores da economia nacional” e “o contexto económico internacional envolto em grandes incertezas decorrentes da pandemia da Covid-19” levam o BCSTP a rever “em baixa” todas as projeções macroeconómicas.

 

Contudo, as reservas internacionais líquidas estão garantidas para três meses de importação de bens e serviços.

 

“As contas externas revelam que o impacto da pandemia da Covid-19 foi devastador sobre a procura externa turística, afetando exponencialmente a balança de serviços”, diz o comunicado, referindo que “os choques” na importação de bens “atenuaram o nível de pressão sobre as reservas internacionais liquidas”.

 

O Banco Central santomense sublinha que durante os últimos nove meses deste ano houve uma “evolução na expansão de liquidez” que “contrasta com a curva contracionista do crédito interno com as medidas de estímulo adotadas pelas autoridades”.

 

O Comité de Politica Monetária diz que vai a acompanhar de “forma atenta e sistemática” o contexto interno e externo da situação económica e promete tomar “todas as medidas para mitigar, de forma atempada os riscos à estabilidade macroeconómica do país”.

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