STP: Banco Central vai corrigir algumas notas da nova família da Dobra

A empresa De LaRue vai fazer uma nova emissão das notas de duzentas Dobras com um “padrão de segurança mais reforçado” e “sem custos para o país, ou seja, sem despesas para o erário público”.

O anúncio é do porta-voz do Banco Central após a reunião do Conselho de Administração com uma representação da empresa britânica, com a qual o órgão regulador trabalha há muitos anos, no domínio de emissão de notas.

As notas com o referido valor facial foram retiradas da circulação devido a falhas detetadas que punham em causa a segurança e a credibilidade do sistema financeiro do país.

“Agora se está a fazer um novo processo de reintrodução. Os desenhos são outros exatamente para que a questão da contrafação e todos os mecanismos de controlo e de segurança sejam assegurados”, explicou Flávio Pinto.

Por outro lado, as notas de 10 e 5 Dobras vão ser reproduzidas com outro tipo de material, em princípio mais resistente ao clima e ao manuseamento. As que foram postas a circular em 2018, já estão desgastadas. Neste caso, o país terá que pagar.

“Vão ser feitas novas notas com substrato papel 100% de algodão, com custo reduzido, sensivelmente a metade do preço pago pelas notas anteriores. Terão melhores mecanismos de segurança, e de durabilidade. É nesse aspeto que estão aqui os representantes da empresa para firmarmos os contratos”, detalhou Flávio Pinto.

A emissão da nova família da Dobra em 2017, e que entrou em circulação a 1 de janeiro de 2018, com o anterior governo, esteve rodeada de polémica. A auditoria feita no quadro do processo, identificou alguns responsáveis que alegadamente aproveitaram-se de forma indevida de montantes ligados ao negócio e à queima de bilhetes retirados da circulação. O assunto está na justiça.

Entre os 2016 e 2018, o Estado são-tomense gastou mais de 2 milhões de euros na emissão da nova família da dobra.

Recentemente uma missão do Banco Central esteve em Londres para analisar com a empresa questões relacionadas com a emissão de novas notas.

Na reunião que decorreu nas instalações do Banco Central foram assinados contratos que permitem a retoma das relações que “sempre foram boas” com a empresa De LaRue.

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