São Tomé e Príncipe

STP: Cargueiros trazem equipamentos e materiais diversos de prevenção e combate ao Coronavírus

Dois cargueiros com equipamentos e consumíveis são esperados em São Tomé. O conselho de ministros autorizou a sua entrada, tendo em conta que o espaço aéreo está fechado. O da União Africana traz ofertas da Fundação Ali-Baba, no quadro do apoio desta instituição aos países africanos. São kits de saúde, luvas, máscaras, testes rápidos, dentre outros.

O voo da DHL traz materiais de prevenção e de combate ao Covid-19, no quadro da cooperação com a Organização Mundial de Saúde. O anúncio foi feito no último comunicado do conselho de  ministros.

Por outro lado, esta quinta-feira, um voo da TAP, de cariz humanitário, vem buscar os cidadãos europeus, sobretudo portugueses, que ficaram retidos em São Tomé.

Entretanto, continua a não haver caso suspeito de coronavírus em São Tomé e Príncipe. O ministro da Saúde reconfirmou em conferência de imprensa diária para fazer o ponto de situação. Os que estão em quarentena em quatro espaços reservados até agora não manifestaram qualquer sintoma associado à esta pandemia.

Os que estão nos seus domicílios também estão a ser acompanhados por agentes de saúde.

Edgar Neves acrescentou que amostras foram recolhidas e serão enviadas para análise em Portugal.

O conselho de ministros tomou uma outra medida no âmbito da prevenção: “doravante fica proibida, por tempo indeterminado, a importação e entrada de balões de fardo ao país”, lê-se no comunicado.

Entretanto, antes da sua aprovação, o executivo reúne, esta quinta-feira, com os parceiros sociais para analisar “o plano de contingência nacional, a nível econômico e financeiro e algumas medidas de cariz social que deverá assumir para mitigar o impacto da grave crise que começa a assolar o mundo.

O conselho de ministros indeferiu a Resolução do Governo Regional sobre o COVID-19 que, entre outras medidas preventivas, propõe a suspensão das ligações marítimas e áreas entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, por um período de 15 dias.

«As consequências gravosas que tal medida pode significar para a população do Príncipe, que sofre já dos efeitos nefastos da dupla insularidade; (…) o facto de, até a data, não há registo de nenhum caso suspeito de infeção pelo Coronavírus em todo o território nacional e tendo também em conta que a STPAirways diminuiu a frequência de voos entre as ilhas em virtude da diminuição drástica do número de passageiros nos últimos voos», foram alguns argumentos apresentados pelo conselho de ministros para rejeitar a proposta.

Recorde-se que estão suspensos todos os voos comerciais e privados provenientes do exterior, assim como o desembarque de tripulantes e passageiros de navios de mercadoria e de cruzeiro provenientes do exterior, nos Portos de São Tomé e do Príncipe

Porém, “fica estabelecido o reforço das medidas de controlo sanitário nos aeroportos e portos de São Tomé e do Príncipe e o governo poderá assumir medidas restritivas mais gravosas, de impacto nacional, caso a evolução da pandemia assim o justifique”, sublinha o comunicado do governo.

 

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