São Tomé e Príncipe

STP: Cidadão falece por falta de atendimento atempado. Inquérito em curso

Um cidadão faleceu alegadamente por falta de pronto-socorro. O incidente ocorreu há cerca de uma semana. De acordo com uma denúncia feita nas redes sociais, o indivíduo, cujo nome não foi divulgado, sentiu-se mal.

Os serviços de Proteção Civil e Bombeiros foram acionados, estiveram no local, (Diana na subida entre Correia e Obô Izaquente), nos arredores da capital, e os agentes teriam recusado prestar assistência.

O denunciante acrescenta que foram feitas várias chamadas para os serviços de Emergência e os servidores negaram-se a ir, com o argumento de que não seriam responsabilizados pela ocorrência. A vítima esteve entre 18:30 do dia 18 e as 8 horas do dia 19 deitado no chão. Foi recolhido ainda com vida mas não resistiu.

O ministro da Defesa e Ordem Interna disse este fim de semana que está a decorrer um inquérito, porque “a culpa não pode morrer solteira”.

«Temos de apurar a veracidade dos factos. Temos que saber quem são os responsáveis por tudo quanto sucedeu. Para nós foi mau, na medida em que quando tomei conta da ocorrência, perguntei: ‘deixaram ficar o paciente ou a vítima no local’? A primeira fase é um inquérito que vai nos permitir saber quais foram as diligências encetadas pelo comandante interino na altura, que ações foram desencadeadas pelo Oficial-Dia e os que foram para o terreno. Foram até o local e viram o paciente deviam ter encontrado uma solução», declarou Óscar Sousa.

O responsável garantiu que medidas já foram adotadas. O diretor interino foi substituído e toda a equipa que esteve de serviço aquando da ocorrência foi suspensa.

«Pelo que aconteceu, não vai só ficar no âmbito do procedimento disciplinar. Há o criminal também. Para esse efeito, encaminharemos todo o expediente para as instituições competentes no sentido de se dar o devido tratamento”, acrescentou.

Óscar Sousa salientou a “articulação que existe entre o Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros e os serviços de Saúde”.

«A nossa equipa de bombeiros deveria ter acionado o 115, pedindo apoio para a utilização de uma ambulância apropriada, bem como o equipamento necessário, nomeadamente o fato de proteção. Esta foi a falha grave. Acabaram por assumir o ónus de uma situação que podia ser evitada. Este mecanismo de contacto de acionamento do 115 permitiria que se pudesse enviar uma outra ambulância ou uma outra que está destinada em quarentena e encontrar-se-ia de certeza outros elementos que poderiam fazer o trabalho. Infelizmente, não aconteceu», lamentou.

O inquérito deverá ficar concluído ainda esta semana.

© e-Global Notícias em Português
Comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Topo