São Tomé e Príncipe

STP: Diligências em curso para certificar o laboratório PCR

STP Laboratorio

O laboratório PCR oferecido pela OMS já está montado e calibrado. Os técnicos mobilizados de várias estruturas, além da Saúde, que lidam com esse tipo de atividade já estão em condições de começar a fazer os testes. Porém, a recolha massiva de amostras para a serem analisadas não começou, porque os equipamentos ainda não estão autorizados a entrar em funcionamento. São duas, as razões segundo o Representante interino da OMS.

«A primeira está relacionada com a proteção dos técnicos que vão trabalhar no laboratório. Significa que há necessidade de certificar os equipamentos. Estamos a trabalhar para fazer chegar ao país uma equipa com este objetivo para garantir a segurança de todos os que estiverem a trabalhar na unidade. A segunda, é o controlo de qualidade dos resultados que vão sair do laboratório. É necessário fazer-se troca de testes com um outro laboratório e os resultados têm que ser os mesmos», explicou Antoine Mankele.

Este processo técnico-administrativo poderia ser resolvido em dois dias, se as fronteiras e o espaço aéreo não estivessem fechados, o que não está a permitir ligação aérea regular.

Estes esclarecimentos foram feitos num encontro com o primeiro-ministro, no qual participaram também os especialistas e técnicos do INEM contratados pela OMS.

Estes aproveitaram a ocasião para despedir-se de Jorge Bom Jesus, depois de três semanas de estadia.

«Acredito que trouxemos melhoria para o sistema de Saúde do país, não só nesta situação de Covid que estamos a viver, mas também para o futuro», disse a Dr.ª Ana Correia.

A equipa já tinha enaltecido o trabalho preparatório feito pelas autoridades para o combate à pandemia.

Por sua vez, 12 especialistas chineses que estiveram cerca de 10 dias no país regressam esta terça-feira, mas o “intercâmbio vai continuar”. Ajudaram na avaliação das estruturas hospitalares existentes, tanto em São Tomé como no Príncipe.

Eles cumpriram um programa intensivo de formação e troca de experiências com os técnicos nacionais sobre as intervenções e controlo, como por exemplo, o manuseamento de ventiladores já instalados, uso dos equipamentos de proteção individual, bem como no diagnóstico e tratamento da doença que serviram para reforçar a capacidade de São Tomé e Príncipe nesta luta contra o Coronavírus.

A equipa fez o balanço da sua missão, após a audiência com o presidente da República, Evaristo Carvalho. Estão convencidos que com a “ajuda internacional e o esforço de todos o arquipélago vencerá a pandemia”.

O responsável do grupo aconselhou que São Tomé e Príncipe “deve reforçar ainda mais as medidas restritivas para combater a pandemia”

Wang Junhui referiu-se às recomendações feitas ao executivo, com destaque para “a entrada em funcionamento o mais rapidamente possível do laboratório PCR2 e a “intensificação do controlo nos centros hospitalares para evitar a contaminação dos profissionais de saúde que estão na linha de frente”.

Junhui apelou para o “cumprimento rigoroso das medidas de prevenção nos hospitais, nos serviços públicos e lugares de aglomerações”.

Tanto na audiência com o chefe de Estado, como no Palácio do Governo, estiveram acompanhados do embaixador, Wang Wei.

O chefe do governo agradeceu todo o apoio recebido dos parceiros, que responderam ao apelo das autoridades e “pelo menos já podemos ver a luz ao fundo do túnel”.

Jorge Bom Jesus anunciou que depois da próxima reunião com os representantes dos outros órgãos de soberania, que deverá ter lugar ainda esta semana, ira apresentar o “plano de desconfinamento faseado, à semelhança de outros países, porque é preciso conciliar, por um lado, a economia, e a vertente sanitária.

O atual Estado de emergência sanitário termina na próxima segunda-feira, dia 15 do corrente mês.

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