São Tomé e Príncipe

STP em “negociações avançadas” com parceiros para reduzir a dívida

O governo “está na iminência de conseguir o alívio ou perdão das dividas” com alguns parceiros bilaterais e multilaterais. O anúncio foi feito pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades.

«Desde que este governo tomou posse que nós dissemos que a nossa dívida externa duplicou. Os números foram apresentados publicamente e importava que um estado responsável pudesse discutir com os seus parceiros o fardo da dívida, confirmada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI)», disse Elsa Pinto.

De acordo com a chefe da diplomacia santomense as discussões “estão bem avançadas com Angola e com o Club de Paris”.

«Com Angola, por exemplo, tivemos uma conversa bilateral com o novo ministro e temos as negociações já bastante avançada nesse domínio e brevemente estaremos a rubricar os instrumentos que antes têm que ser ratificados pelos parlamentos dos dois países», indicou.

«Nós temos feito diligências com vários estados neste âmbito. Com Portugal, felizmente, conseguimos a moratória que vem ajudar bastante, estamos a finalizar com o Club de Paris, cujo processo está praticamente concluído e dentro de dias será anunciado», acrescentou Elsa Pinto.

Em 05 de agosto corrente, o governo português concedeu uma moratória, até 31 de dezembro de 2020, sobre os empréstimos diretos concedidos a São Tomé e Príncipe, cujos pagamentos já estão vencidos.

A ministra dos negócios estrangeiros explica que esses benefícios vão permitir o país investir em áreas de natureza social e setor privado.

«São Tomé e Príncipe com a sua dívida aliviada poderá contrair créditos, sobretudo, para o desenvolvimento do setor privado em condições impostas pelo Fundo Monetário Internacional e permitirá que o país possa desafogar e conhecer um crescimento económico», considerou a responsável.

Elsa Pinto evitou falar de montantes, alegando que é uma questão de “natureza estratégica”.

«Eu não gosto de anunciar milhões. Para um Estado que tem poucos milhões, quando se anuncia milhões é um pouco mal compreendido”, disse. Indicou apenas que o alívio em negociação situa-se entre um terço e um quarto da dívida global.

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