STP: Estado de Alerta prorrogado por mais um mês

O governo santomense prorrogou até 31 deste mês o estado de alerta em “todo o território nacional, embora se registe a estabilização dos resultados positivos e a diminuição considerável da taxa de infeção de contágio” por Covid-19.

Significa que se mantêm “as medidas restritivas que estão em vigor até ao momento”, disse o ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Comunicação Social e Novas Tecnologias.

Os resultados das últimas semanas “deixam o governo, de certa forma, com algum alento”. Porém, “a experiência mostra-nos que, com esse inimigo invisível, não podemos baixar a guarda nem relaxar, tentando sempre fazer o equilíbrio entre as medidas de impacto sanitário e as medidas económicas, para tentar mitigar essa crise”, acrescentou Wuando Castro.

O executivo santomense aconselhou “as populações habituar-se a conviver” com as medidas sanitárias em vigor porque a Covid-19 “veio para ficar, muito embora o processo de vacinação tem corrido bem e está a ganhar grande amplitude”.

O governo decidiu igualmente que a partir de 09 deste mês os passageiros que viajam com destino a Portugal e vice-versa passam a apresentar apenas um teste rápido negativo feito 48 horas antes da viagem, desde que “seja reconhecido pela Agência Europeia de Medicamentos”.

“Esta é uma medida que o governo assume em função de uma resolução do Conselho de Ministros de Portugal, que permite a entrada de cidadãos no território português apenas com o teste rápido”, justificou.

De igual modo, nas deslocações de cidadãos de São Tomé para a ilha do Príncipe continuam a ser exigidas os testes rápidos efetuados com 48 horas de antecedência.

“No contexto atual, essas medidas podem parecer excessivas, mas nós preferimos agir por precaução e ir evoluindo de forma muito ponderada, até porque estamos num período eleitoral, propício a grandes aglomerações e também de férias em que muitos turistas e cidadãos nossos que vivem na diáspora irão visitar o país”, explicou Wuando Castro.

A propósito do período eleitoral, a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) advertiu os candidatos às presidenciais de 18 de Julho no País, sobre aquilo que considera de “algumas movimentações” que põem em causa a Lei Eleitoral.

A CEN manifestou preocupação com alguns excessos, nomeadamente a ausência de medidas sanitárias e concentração de pessoas nas passeatas realizadas pelos diversos candidatos. O mais grave, lamenta a comissão eleitoral, é o facto de durante as passeatas se verificarem igualmente o “apelo expresso ao voto” tal como nas redes sociais.

Para a entidade, são ações que surgem manifestamente contra uma eleição segura, justa, livre e transparente. Por isso, “a CEN exorta todas as candidaturas a cumprirem escrupulosamente a Lei Eleitoral e as normas sanitárias em vigor no País”.

A CEN não apontou o dedo a nenhuma candidatura em particular, no comunicado assinado pelo seu presidente, Fernando Maquengo, mas denuncia que, na maioria das vezes, as atividades se transformam em pequenos comícios, com aglomerações de pessoas, sem a necessária observância do distanciamento físico entre os participantes, bem assim como, o não uso de máscaras”.

Neste cenário, adverte que “vai assumir as suas responsabilidades, enquanto organizador do escrutínio e tomará todas as disposições legais ao seu alcance para salvaguardar o processo, exortando a todas as autoridades competentes a também assumirem o seu papel”.

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