São Tomé e Príncipe

STP: Evaristo Carvalho apelou à compreensão dos santomenses pela extensão do Estado de Emergência

O presidente santomense formaliza esta segunda-feira a extensão do Estado de Emergência sanitária até 15 de junho. Pediu aos cidadãos para uma “melhor compreensão, adesão e respeito de cada um e de todos” pelo cumprimento das medidas de emergência impostas pelas autoridades sanitárias e de segurança publica.

«As regras de prevenção e de combate ao novo coronavírus valem para todos e sem exceção», sublinhou Evaristo Carvalho.

Na sua comunicação ao país, o chefe de Estado indicou as razões que levam a decretar o 5.º Estado de Emergência, apesar de há já “75 dias que o país encontra-se praticamente parado, devido à Covid-19”.

Entre elas, estão “o numero assustador de casos positivos em crescimento diário, no país, a explicação pouco convincente e a fragilidade organizativa” dos serviços de Saúde.

Contudo, existem “sinais de melhoria de capacidade técnica em meios humanos, material e equipamentos”, com a chegada de mais especialistas; bem como a “necessidade absoluta de tempo para aferição de equipamentos e inicio de trabalho consistente de vigilância, avaliação, programação e testagem massiva”.

Entretanto, o nível atual de infeção por Covid-19 no país reclama a “urgência na determinação das situações epidemiológica e de contágio a todos os níveis, local, distrital, regional e territorial”. Porém, Evaristo Carvalho está convicto de que essas ações “resultarão em melhor conhecimento da situação sanitária do país”.

Por outro lado, o presidente da República reforçou o pedido de ajuda aos parceiros internacionais no combate ao Covid-19, justificando que é para “não morrer muito mais gente por falta de condições técnicas, económicas e financeiras, durante e pós essa pandemia”.

Agradeceu “à Organização Mundial da Saúde (OMS) e ao sistema das Nações Unidas que têm apoiado o nosso país” nesta crise sanitária.

Enquanto isso, já estão no país uma equipa de 12 especialistas chineses no combate ao Covid-19, no âmbito do acordo bilateral entre São Tomé e China, e outros especialistas contratados pela OMS, nomeadamente técnicos que vieram calibrar o laboratório.

«Nós queremos mostrar a nossa solidariedade com o povo de São Tomé e Príncipe”, disse o embaixador chinês, Wang Wei, sublinhando que a deslocação dessa equipa de médicos especialistas chineses “responde a uma solicitação das autoridades” saotomenses.

A chefe da diplomacia que se deslocou ao aeroporto para receber os médicos chineses, em companhia do ministro da Saúde, Edgar Neves, admitiu que no país “a pandemia está numa fase crescente”, considerando que essa missão chinesa é composta de técnicos que “mais fazem falta”.

Entre os 12 médicos chineses estão especialistas em epidemiologistas, infeciologistas, pneumologistas, intensivistas, enfermeiras, analista clínico e imagiologistas.

«Pensamos que, a partir de agor, temos um quadro de técnicos nacionais e estrangeiros para formular uma nova forma de atuar face à pandemia que assola o nosso país», acredita Elsa Pinto.

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