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STP: Gasóleo refinado afeta riacho nas imediações da central térmica de Santo Amaro

As autoridades de São Tomé e Príncipe desconhecem, até ao momento, a origem do gasóleo refinado que está a afetar há mais de um mês verça de três hectares de terreno e o riacho que corre no bairro de Satón entre a Central Térmica de Santo Amaro e a zona do aeroporto.

O produto está a ser garimpado e comercializado pela população local. A quantidade extraída varia entre 100 e 400 litros diários e basta escavar buracos com profundidade de apenas 70 centímetros ou menos.

A área tem lotes de pequenos agricultores. A água que podia servir para a rega, agora transformou-se em lama oleosa. Peixes e camarões desapareceram.

«Estamos a ajudar a EMAE», foi o comentário ouvido pela reportagem da e-global.

De acordo com os responsáveis da central térmica, a inspeção feita na infraestrutura não detetou qualquer fuga ou perda de combustível.

«Temos um reservatório principal de 200 mil litros, temos um segundo reservatório que chamamos de diário e a partir daí temos a nossa canalização metálica que alimenta os grupos geradores”, explicou Selby Ramos, gestor da central de Santo Amaro.

“A maior parte do nosso sistema de tubagem é visível, é aérea e fácil de detetar qualquer fuga de combustível, a qualquer instante. A tubagem que passa no subsolo tem câmaras de visita que são inspecionadas regularmente», acrescentou.

O ministro do Ambiente visitou o local com uma equipa que integrou também técnicos da Empresa de Agua e Eletricidade (EMAE), Direção-geral do Ambiente e a Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos (ENCO), com idêntico resultado.

«Pelo que conseguimos apurar até agora, não há fuga no grande reservatório de combustível desta central», constatou Carlos Vila Nova.

O governo está preocupado com a proveniência desse combustível. As averiguações vão continuar até que se descubra a proveniência do gasóleo.

O governo decidiu isolar a área afetada, alertou que esse produto é “um gasóleo destrutivo” e apelou a população a não fazer o seu uso.

“Temos em mãos o relatório da ENCO, empresa com a qual nós estamos a trabalhar. Eles dizem que é um produto contaminado, muito próximo do limite máximo de contaminação”, suscetível de “danificar qualquer tipo de equipamento”.

A reportagem da e-global constatou que o apelo não foi ouvido por vários homens e mulheres que continuam a extrair o gasóleo refinado no local e não deixou de ser espaço de brincadeira para as crianças.