STP: Governo esclarece o reajuste salarial

“A proposta de reajuste salarial tem por objetivo a equidade e justiça na distribuição de rendimento, num processo a ser adotado com contribuição de todos” disse esta terça-feira o Ministro são-tomense de Planeamento, Finanças, e Economia Azul, Osvaldo Vaz.

Em conferência de imprensa, Osvaldo Vaz disse que “acredito que o documento que sairá da Assembleia será consensual, sempre a considerar as nossas capacidades de receitas internas”, sublinhando depois que “da parte das Finanças, em nome do governo, estamos abertos, para contribuição de todos”.

Acompanhado pelo Ministro de Trabalho, Solidariedade e Família, Adlander Matos Vaz, o ministro abordou a questão dos sindicatos dos magistrados judiciais e do Ministério Público dizendo que “nós vimos as reclamações dos sindicatos dos magistrados e estamos a trabalhar no processo e pensamos que o bom senso vai prevalecer em todos os sectores”.

O governante declarou que “já sabíamos que não seria um processo fácil, já tínhamos a consciência que haveria reações” – acrescentando depois que “achamos nós que as reações são indicadores de que efetivamente, estamos a fazer alguma coisa”.

“Se não houver nenhum reação positiva ou negativa, eu estaria preocupado” – disse o titular das finanças que afirmou “se tivermos uma ferida e sentirmos a dor é grave, por isso, é bom sentirmos a dor para irmos ao médico e solicitarmos tratamento e depois a ferida será cicatrizada”.

Vaz disse que “os sindicatos têm de fazer os seus papéis, na defesa dos trabalhadores e não posso ver a reacção dos sindicatos como obstáculo, tenho de ver como um processo que até ajuda” – esclareceu que “este é um processo inclusivo é um processo iniciado por governo, mas, é do País e acredito que bom senso vai reinar”.

“Vamos tomar em consideração todas as preocupações, vamos negociar, vamos conversar, Assembleia Nacional, o governo, os tribunais, as câmaras, Região Autónoma, empresas públicas, banco central, institutos, agencias, todos em conjunto para o bem de São Tomé e Príncipe ” – clarificou o governante.

Osvaldo Vaz considera que “por se tratar de um processo de reajuste todo mundo não vai sair satisfeito” – acrescentando depois que “estamos a tentar conciliar ao máximo possível para que que a insatisfação não seja grande e que a satisfação seja efetivamente grande”

Sobre a comunicação social, Vaz disse que “os jornalistas trabalham dia e noite, devem ter efetivamente um tratamento especial e estão no quadro privativo e depois haverá decretos para regular as horas extraordinárias”.

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