São Tomé e Príncipe

STP: Hospital de Campanha entra em funcionamento

O Hospital de Campanha entra em funcionamento esta quinta-feira em São Tomé e Príncipe. Vão ser transferidos do Hospital Ayres de Menezes doentes que estão tanto no isolamento, como nos sintomáticos respiratórios.

O novo espaço para tratar de pacientes com Covid 19 tem 17 tendas providenciadas pela OMS e o FNUAP. Para garantir o distanciamento foram montadas, para já, cinquenta camas e está dividido em duas áreas: a verde e a vermelha.

Na área verde está a receção, onde o doente é identificado, quando chega na ambulância, o espaço de prevenção para os técnicos, onde podem vestir e tirar os fatos de proteção individual e higienizarem-se antes de abandonar o local, de descanso, farmácia, refeitório, entre outros.

A área vermelha tem o espaço de admissão e registo, que dá acesso às enfermarias. Elas estão preparadas para doentes com sintomas leves, moderados e críticos. O setor tem igualmente uma morgue.

O circuito é só num sentido. “Está concebido para receber doentes com Covid 19, mas sempre com o cuidado de evitar que seja um ponto de contaminação dos profissionais que cá labutam”, observou o ministro da Saúde.

Edgar Neves e outros responsáveis da Saúde a nível do distrito de Água Grande tomaram conhecimento da estrutura montada pelos técnicos do Instituto Nacional de Emergência Médica de Portugal contratados pela Organização Mundial da Saúde.

«É um trabalho de fundo. Aprendemos todos os dias. O caminho faz-se caminhando. O mais difícil é começar e aqui está uma obra, cujos resultados vamos sentir nos próximos tempos na resposta à pandemia da Covid 19», reconheceu.

O responsável agradeceu a “muita gente envolvida, muitos parceiros nossos de cooperação, a OMS e o INEM, em particular, a República Popular da China, os nossos quadros nacionais a diferentes níveis que estão na linha de frente, na linha intermédia, na retaguarda, os administrativos…É o produto de um trabalho muto grande de todos e da comunicação social, o que é natural”.

«Este circuito demonstra a qualidade da organização, a separação daquilo que é a zona limpa da suja e os cuidados que foram tomados em consideração para evitar que haja mais profissionais contaminados. Insere-se na ajuda que a OMS vem dar ao governo no quadro do Sistema das Nações Unidas», disse Claudina Cruz, em representação da OMS.

«É um exemplo de cooperação entre a OMS, o INEM de Portugal e o governo santomense, numa perspetiva de trazer a São Tomé e Príncipe profissionais de reconhecida competência técnica para ajudar na instalação de um Centro de Tratamento de excelência para o povo de São Tomé e Príncipe», acrescentou.

As visitas de familiares estão proibidas, mas vai ser montado um serviço de informação sobre a evolução dos pacientes aos parentes mais próximos.

Entretanto, a situação tende a agravar-se. Nas últimas 24 horas registou-se 3 óbitos associados ao coronavírus e 7 novos casos positivos, dos 15 testes rápidos realizados. São agora 11 falecimentos e 258 casos, por acumulação.

Entre os que perderam a vida, duas são do sexo masculino, de 57 e 43 anos de idade respetivamente, e uma do sexo feminino de 63 anos.

O último boletim informa ainda que dos 258 casos acumulados por infeção da doença, 228 estão em isolamento domiciliar, 15 em internamento e 4 já foram recuperados.

Além de 17 pacientes suspeitos no SR (sintomático respiratório), o documento faz ainda referência a 41 pessoas em quarentena na Região Autónoma do Príncipe.

A expectativa, entretanto, está na divulgação dos resultados das 610 amostras enviadas semana passada para testes no Instituto Ricardo Jorge de Portugal, que incluem os que estão em isolamento domiciliar e em quarentena obrigatória no Príncipe.

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