São Tomé e Príncipe

STP melhora cobertura nacional para previsão meteorológica e hidrológica

São Tomé e Príncipe já dispõe de 24 estações automáticas de previsões hidrológicas e meteorológicas que vão ajudar no alerta prévio em caso de enchentes, inundações e mau tempo. Desse bloco, doze são mistas, 11 em São Tomé e uma no Príncipe, e as restantes viradas mais para a previsão do tempo. Funcionam com energia solar.

O novo sistema substitui o anterior que era manual e dispendioso. Permite enviar informações automaticamente para os três centros de controlo de dados instalados no Instituto Nacional de Meteorologia, na Direção-geral dos Recursos Naturais e Energia e na Delegação Regional do INM no Príncipe. Além disso, tem capacidade para armazenar informações durante seis meses, em caso de alguma irregularidade.

Por outro lado, foram formados técnicos para a manutenção das estações, além de 17 comités locais de gestão de risco de catástrofes. O objetivo é de serem eles os agentes sensibilizadores nas suas comunidades e a primeira resposta local para situações de catástrofes. Quatro estudantes estão também a frequentar um curso de Meteorologia na Universidade de Aveiro.

Existem duas plataformas, uma de monitorização e alerta e outra de disseminação e resposta e as condições estão criadas para que o Conselho Nacional de preparação e resposta às catástrofes possa desempenhar o seu papel.

O Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas (NAPA) diz que São Tomé e Príncipe é propenso aos fenómenos climáticos extremos, com vários graus de incidência. A variabilidade climática já está a afetar o país, aumentando a frequência de inundações resultantes de uma combinação de eventos de chuvas tempestuosas e maremotos anormais que invadem as fozes dos rios nas zonas costeiras.

As estações foram entregues às autoridades esta quarta-feira por um representante do sistema das Nações Unidas. Essas peças fundamentais foram instaladas no quadro do Projeto “Reforço das informações sobre o clima e sistemas de alerta precoce em São Tomé e Príncipe para o clima de desenvolvimento resiliente e adaptação às mudanças climáticas”. Fazem parte da preparação das condições para a criação de um sistema eficaz de previsões hidrológicas e meteorológicas.

Financiado pelo GEF/PNUD, o projeto de quatro anos (2014-2017) tem como principal objetivo reduzir a vulnerabilidade e riscos do país para os perigos das mudanças climáticas, caracterizada pelo padrão irregular e imprevisível de chuva que está associada ao aumento de inundações e deslizamentos de terra, bem como as secas sazonais e prolongadas através da criação de um Sistema de Alerta Precoce (SAP). Estes riscos têm impactos negativos sobre o planeamento de desenvolvimento do país, o bem-estar da população, a produção agrícola e os meios de subsistência das comunidades locais.

JR/e-global

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