São Tomé e Príncipe

STP necessita de reforço de técnicos de Saúde para ajudar no combate a Covid-19

As autoridades santomenses estão a fazer diligências no sentido de mobilizar especialistas e outros quadros da Saúde para ajudar no combate ao Coronavírus.

Uma boa parte de médicos, incluindo cooperantes, enfermeiros e outros profissionais, está infetada, reduzindo em grande medida a capacidade de resposta em recursos humanos.

O executivo começou a mobilização junto dos quadros santomenses que já estão na reforma. Também está pedir aos que estão na diáspora que venham dar a sua contribuição neste período difícil para o país, sobretudo intensivistas e técnicos que saibam lidar com certos equipamentos, como respiradores.

Um epidemiologista cubano chegou no último fim de semana, proveniente de Luanda. Joaquim Roberto vai estar em quarentena nos próximos quinze dias, antes de se juntar ao coletivo no Hospital Ayres de Menezes.

Nos próximos dias, deverá chegar uma equipa de emergência médica do INEM, Instituto Nacional de Emergência Médica. “São 4 enfermeiros e médicos de emergência, para reforçar as equipas de saúde que estão no país e também para formar os quadros nacionais em matéria de cuidados intensivos de saúde» afirmou um representante da Embaixada de Portugal em São Tomé e Príncipe.

António Machado fez o anúncio ao entregar o primeiro grupo de 50 mil máscaras ao Ministério da Saúde para serem distribuídas gratuitamente para a população mais vulnerável.

A aeronave esperada há já algum tempo no país trará igualmente materiais e equipamentos diversos e, provavelmente, o laboratório ofertado pela OMS que já está em Lisboa há algumas semanas. O equipamento é necessário para alargar a despistagem PCR e reduzir a dependência de laboratórios de países vizinhos.

Entretanto, nas últimas 24 horas registou-se mais 8 novos casos positivos, dos 38 testes realizados e um óbito. Um jovem de 23 anos do distrito de Lembá que segundo a diretora dos Cuidados de Saúde, Feliciana Pontes, chegou ao hospital já num estado bastante crítico.

Por acumulação, o país regista agora 220 casos positivos e seis falecidos. Dos infetados, 10 estão em internamento hospitalar e 200 em isolamento domiciliar, além de 19 pacientes suspeitos no SR (sintomático respiratório).

Recorda-se que 41 pessoas ainda estão em quarentena obrigatória na Região Autónoma do Príncipe.

A atualização foi feita horas depois do término da “cerca sanitária” decretada pelo executivo, no distrito de Água Grande durante o fim de semana, onde se regista maior número de infetados.

A medida foi justificada no despacho conjunto, que envolveu o primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, e os ministros da Defesa e Ordem Interna e da Saúde, Óscar Sousa e Edgar Neves, respetivamente, com a “necessidade urgente de ser reforçado as medidas de distanciamento social de forma a se evitar cadeia de contágio”. Sair e entrar do distrito esteve bastante condicionado a certo número de profissionais de serviços essenciais ou em situações de emergência.

De acordo com os especialistas, a situação aparenta estar controlada, porque a maioria dos infetados tem sintomas relativamente leves. Os casos de falecimento estiveram associados a outras patologias ou reação tardia para ter acesso a um centro de saúde.

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