STP: Personalidades históricas procuram saída para a crise pós-eleitoral

Figuras históricas do país reúnem-se hoje com as forças políticas que participaram nas eleições para em conjunto encontrarem uma saída para a crise.

Num comunicado divulgado no fim de semana, Manuel Pinto da Costa, Miguel Trovoada e Leonel Mário d’Alva manifestaram-se “profundamente preocupados com o elevado nível de tensão política e crispação social” que se instalou no país, na sequência das últimas eleições legislativas, autárquicas e regional.

Os dois ex-presidentes da República e o primeiro-ministro do governo de transição e ex-presidente do parlamento fizeram vários apelos. Exortaram os responsáveis políticos de todos os quadrantes a “absterem-se de proferir declarações que possam incitar à violência e conduzir ao agravamento da tensão política e social reinante”.

Que todos os atos relativos ao apuramento dos resultados eleitorais sejam efetuados no “estrito cumprimento da Constituição e das leis” e que todas as formações políticas participantes nas recentes eleições aguardem “serenamente a proclamação dos resultados definitivos, pela entidade competente”.

Os promotores da independência do país exprimiram também o desejo de que o processo de formação do próximo governo decorra com “toda a normalidade, no respeito da lei e na salvaguarda d estabilidade política”.

Pediram ainda que cesse “a divulgação de informações falsas e manipuladoras da opinião pública, nomeadamente nas redes sociais”

O posicionamento das referidas personalidades é o resultado de uma “reflexão conjunta” sobre a situação atual. “Urge que os ânimos serenem e que a razão e o bom senso se sobreponham às paixões partidárias”, aconselharam.

Pinto da Costa, Miguel Trovoada e Leonel Mário d’Alva lamentaram os atos de violência e de destruição, “contrários às tradições ancestrais da cultura de paz do povo santomense” e sublinharam que «a persistência desse clima apresenta riscos de agravamento, com consequências imprevisíveis e incontroláveis suscetíveis de pôr em causa a coesão social, a segurança das pessoas e dos seus bens, assim como a boa imagem de São Tomé e Príncipe».

Para os partidos da oposição, o país “deve felicitar-se pela reação” desses pais da independência.

“De facto, é um momento difícil da história de São Tomé e Príncipe e pensamos que esses precursores da independência têm que continuar a velar por esse país porque, de facto, esta tradição democrática, a nossa tradição de pacifismo deve continuar”, disse Jorge Bom Jesus.

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