São Tomé e Príncipe

STP: Presidente da Assembleia Nacional defende empoderamento da Mulher em Conferência Internacional

O Presidente da Assembleia Nacional,  Delfim Santiago Neves, presidiu na manhã desta quarta-feira, no Palácio dos Congressos na Capital São-tomense, a abertura da Conferência Internacional da Mulher, onde considerou existir hoje “oportunidade impar” para se identificar “metas, soluções e estratégias dos desafios a vencer em matéria de igualdade de género e empoderamento das mulheres”.

“A realização deste evento, nesta dada 31 de Julho Dia da Mulher Africana reveste-se dum grande significado simbólico”, disse Delfim Neves, tendo declarado “uma data especial para assinalar mais uma etapa da luta de gerações de mulheres africanas e também são-tomenses para uma melhor integração no desenvolvimento sustentável.

Abordando “que nos dias de hoje é consensualmente aceite que a igualdade e a equidade de género se afiguram como factores de desenvolvimento económico e social, Neves sustentou que “ as mulheres são particularmente afectadas pelo elevado índice de desemprego de forma significativamente superior aos homens”.

“Não há menor dúvidas que o insucesso na emancipação económica das mulheres e na sua inserção nos esforços de desenvolvimento resulta em prejuízos económicos para os seus países”, sublinhou o presidente do Parlamento.

Na sua intervenção, a ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidade, Elsa Pinto, fez referência ao lema da “Mulher na Vanguarda”, tendo sublinhado que “ importa, sim que estejamos na linha da frente e que para isto precisamos reunir objectivos comuns e não em coisas que não nos interessam”.

Tendo assegurado “para que possamos refletir sobre mecanismo de empoderamento das nossas irmãs que sofrem todos os dias”, a Chefe da Diplomacia, concluiu que “vamos de ter de discutir hoje para que cheguemos verdadeiramente as soluções que possam ser adotadas nas nossas políticas públicas”.

A representante das Nações Unidas, Zahira Virani disse “ a temática significa para nós  ONU o nosso compromisso de lutar contra alguns dos maiores desafios do nosso tempo: a pobreza, a desigualdade, o fim da violência, discriminação contra mulheres e meninas, independentemente, donde e como vivem”.

“A igualdade de género não é apenas um direito humano fundamental, mas sobretudo, a base necessária para a construção de um mundo pacífico, prospero e sustentado”, disse, Virani, tendo acrescentado que “defendemos que não somente que as mulheres sejam beneficiadas, mas, sobretudo, promotoras de desenvolvimento sustentado e com equidade”.

No seu discurso, a representante do FMI, Xiangming Li disse manifestou “todo empenho” da sua organização na promoção da participação da mulher no processo de desenvolvimento, tendo sublinhado a necessidade da diminuição da discrepância entre género, defendendo a criação de condições de acesso as mulheres, nas áreas sociais, económicas, culturais, e políticas.

“Empoderamento Económico e Inclusão Financeira da Mulher” é o lema desta conferência com oradores estrangeiros e nacionais, organizada pelo governo com apoio das Nações Unidas, FMI, INGP e Canadá, com apadrinhamento  do presidente do Parlamento Delfim Neves e da ministra dos Negócios Estrangeiros, Elsa Pinto.

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