STP: Presidente da Assembleia quer dar o “golpe” palaciano diz ADI

O Partido Ação Democrática Independente, ADI, acusa o Presidente da Assembleia Nacional, Delfim Neves, de estar a orquestrar um golpe palaciano com objetivo de perturbar as eleições no país.

Numa conferência de imprensa, na passada sexta-feira, na sua bancada parlamentar, o secretário Geral do partido ADI, Américo Ramos, disse que Delfim Neves quer “retirar ao povo o seu direito livre de expressar nessas eleições”.

Américo Ramos disse ainda que é “aceitável que um indivíduo que foi candidato e que durante todo o processo da primeira volta não quis abandonar o seu lugar de presidente da Assembleia Nacional, que é responsável pelo atraso do processo eleitoral” – e acrescentou também que o Delfim Neves “apelou para a anulação das eleições venha hoje, sob um pretexto falacioso, querer se impor como presidente interino de São Tomé e Príncipe durante todo o período dedicado a segunda volta das eleições”.

O secretário-geral do ADI acusou Delfim Neves de pressionar o principal partido, o MLSTP/PSD coligado no poder, numa estratégia que visa assumir o cargo de presidente da república interino logo após o fim do mandato do atual presidente, Evaristo Carvalho, no dia 03 de setembro por um período não definido.

Américo Ramos, na conferência de imprensa disse que “é uma violação clara da Constituição porque não existe vacatura, não há impedimento e, por conseguinte, não há nenhum respaldo constitucional para que o Senhor Delfim Neves se autoproclame presidente de São Tomé e Príncipe no dia 03 de setembro” – e vai mais longe dizendo que o Presidente da Assembleia Nacional “pretende dar um golpe de Estado depois de todas as tentativas orquestradas para perturbar a ordem constitucional no país”.

O dirigente do ADI chamou a atenção ao MLSTP enquanto segundo maior partido do país com responsabilidades históricas e que sabe perfeitamente que o seu eleitorado não compactua com uma submissão total do MLSTP, do governo liderado por Jorge Bom Jesus, aos interesses “do Senhor Delfim Neves”.

Américo Ramos disse para o MLSTP “não se tornar cúmplice aos olhos dos são-tomenses e da história desse golpe de estado que irá ter consequências gravíssimas para o futuro do país”.

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