STP: situação financeira é prioridade do próximo governo

A situação financeira do país é “catastrófica”. Por isso, o “objetivo primeiro é estancá-la”, indicou o presidente do ADI, que vai chefiar o décimo oitavo governo constitucional.

Patrice Trovoada precisou que as reservas em divisas do país correspondem a cerca de dez dias de importação.

“Sem reversas para importações, não só de bens essenciais, medicamentos, uma série de questões graves, então isto é que é o primeiro objetivo e depois iremos ver a questão do orçamento”, insistiu em declarações à imprensa após a audiência com o presidente da República, Carlos Vila Nova.

Porém, as perspetivas de inverter a situação, “implicam certas contrapartidas que são também complicadas”, acrescentou Trovoada sem entrar em detalhes.

O líder do ADI esteve nas últimas semanas em contactos internacionais. Passou por Bissau, Lisboa, Bruxelas e pelas instituições de Bretton Woods.

“Pedimos à comunidade internacional para nos apoiar rapidamente a ultrapassar esta questão das reservas que já não existem e depois entraremos na segunda fase, o financiamento do orçamento”. esclareceu.

“O FMI dá indicação aos outros parceiros e depois poderemos se calhar contar com o Banco Mundial. E Portugal, penso que é o parceiro que está sensibilizado sobre esta questão”, precisou.

Trovoada anunciou que o próximo governo toma posse no dia 14, três dias depois do empossamento do primeiro-ministro. O presidente da República já pediu formalmente ao ADI para indicar o nome do chefe do governo.

Vila Nova recebeu, em audiências separadas, os representantes dos partidos com assento parlamentar.

As forças da oposição manifestaram disponibilidade em colaborar para o bem do país.

O vice-presidente do MLSTP/PSD disse que “estaremos dispostos para trabalhar conjuntamente com o partido vencedor, ajudar o governo, em tudo quanto for necessário, porque queremos é melhoria e crescimento de São Tomé e Príncipe”.

Trabalhar como oposição é também colaborar na governação, porque o que nós queremos é a melhoria de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe”, acrescentou Guilherme Octaviano, quem prometeu “fazer uma oposição construtiva, para que a população possa conhecer melhores dias”.

O representante do MCI/PS-PUN disse, por sua vez, que “na Assembleia, vamos estar de facto ativos para colaborar, porque há necessidade de colaborarmos todos” para melhorar da situação socioeconómica do País.

“Vamos trabalhar, nós estamos prontos ….para defender o povo de São Tomé e Príncipe. E vai ser o nosso papel … prestar bom serviço à Nação”- adiantou Domingos Monteiro.  

O coordenador do Movimento BASTA, Salvador Ramos garantiu que “estamos disponíveis para colaborar, para contribuir em todas as reformas que o país carece e que ao nível do parlamento possamos erguer um São Tomé e Príncipe com que todos nós sonhamos”.

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