Oceânia | Timor Leste

Austrália renova disponibilidade para apoiar segurança marítima de Timor-Leste

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O ministro da Defesa da Austrália, Christopher Pyne, renovou esta quarta-feira, 20 de março, a disponibilidade para apoiar os projetos de reforço da segurança marítima de Timor-Leste, incluindo a nova Autoridade Marítima integrada.

O compromisso foi feito durante um encontro que Pyne teve com o ministro da Defesa de Timor-Leste, Filomeno da Paixão de Jesus, que decorreu na cidade australiana de Adelaide, tendo esta sido a primeira reunião entre os dois responsáveis.

“O ministro Filomeno e o Governo de Timor-Leste têm uma grande visão de uma Autoridade Marítima integrada para supervisionar todos os aspetos da segurança marítima de Timor-Leste e a Austrália vai procurar apoiar esta visão de todas as formas possíveis”, afirmou o ministro da Defesa da Austrália, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete.

“Eu ofereci a ajuda da Defesa para apoiar a consciência de domínio marítimo de Timor-Leste e concordámos em explorar formas de fortalecer a nossa cooperação em questões de segurança marítima”, pode ainda ler-se.

De acordo com o documento, a reunião foi uma oportunidade para fortalecer a parceria de defesa já existente entre os dois países, que têm “um interesse mútuo em manter uma região segura”.

O elemento central da cooperação na defesa marítima é a oferta a Timor-Leste de dois navios de patrulha, no âmbito de um programa de apoio regional e que devem ser entregues ao Governo timorense em 2023. “Os navios de patrulha da ‘classe Guardian’ darão a Timor-Leste uma robusta capacidade de patrulhamento marítimo, adequada às suas necessidades. Mas este é apenas um elemento da arquitetura de segurança marítima mais ampla que Timor-Leste está a desenvolver”, salientou Pyne.

Foi igualmente avançado que o valor total do pacote de apoio, incluindo os navios e manutenção durante 30 anos, ronda os 300 milhões de dólares australianos (cerca de 190 milhões de euros). Sabe-se também que, além da doação dos navios, o programa prevê apoio na formação de até três tripulações, sendo que cada barco pode ter até 23 elementos, bem como a manutenção durante 30 anos.

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