Timor Leste

Plano Sustentável ajuda a desenvolver a aquacultura em Timor-Leste

Desde 2014, a parceria de cinco anos de desenvolvimento da aquacultura no projeto de Timor-Leste financiado pelo Programa de Apoio da Nova Zelândia, tem vindo a apoiar famílias rurais com ovos de peixe de qualidade para crescer e melhorar a tilápia (espécies de peixes de água doce), dando formação em melhores práticas de gestão.

“A aquacultura de Tilápia tem o potencial de aumentar a produção de peixe nacional, o que irá ajudar a alcançar a nossa meta de consumo de peixe de 15 kg por pessoa por ano em 2030”, explica Horácio Amaral Dos Santos Guterres, Diretor Nacional de Aquacultura, referindo-se à Estratégia Nacional de Desenvolvimento da Aquacultura do governo (2012-2030).

O acesso aos alevinos (peixes saídos do ovo) tem sido um dos principais obstáculos ao desenvolvimento da aquacultura em Timor-Leste. Apesar das cinco incubadoras governamentais que operam em todo o país, a sua produção combinada tem menos de 50000 alevinos por ano, o que é insuficiente para atender à crescente procura e a qualidade dos alevinos foi baixa.

No final de 2015, o projeto do centro de incubação do governo em Gleno, Ermera, foi remodelado e atualizado com melhor tecnologia para aumentar a sua capacidade de produção, pois anteriormente estava a produzir cerca de 10000-20000 alevinos por ano.

Nos primeiros quatro meses de operação desde o relançamento em janeiro de 2016, o centro de incubação produziu e distribuíu mais de 300000 alevinos a mais de 500 agricultores por 11 municípios.

“A introdução de tecnologias melhores aumentou significativamente a quantidade e qualidade da produção e distribuição de alevinos num tempo muito curto”, diz Adriano Dani Fernandes du Karmu, chefe do Departamento de Viveiro.

“Por causa da melhoria do acesso aos alevinos de qualidade, as comunidades ficaram entusiasmadas com a criação de peixes, especialmente tilápias, que são adequadas para as condições de cultivo em Timor-Leste”, explica Acacio Guterres, Diretor-Geral das Pescas e Aquicultura.

“Através do aumento da produção de tilápia, as famílias podem ganhar mais dinheiro e ter acesso a alimentos mais nutritivos, que é muito necessário em Timor-Leste porque as taxas de desnutrição e pobreza são elevadas”, acrescenta.

Um dos principais objetivos do centro de incubação é manter a qualidade genética dos reprodutores, garantindo assim que os ganhos de produtividade inerentes são preservados.

Atualmente, os alevinos são fornecidos gratuitamente para todo o agregado familiar com um viveiro de peixes, para apoiar o crescimento da indústria da aquacultura. No futuro, a Direção Nacional de Aquacultura está a considerar vender os alevinos aos agricultores a um máximo de três centavos por alevino, com todos os lucros reinvestidos no centro de incubação para os custos de funcionamento e desenvolvimento.

Para ajudar os agricultores a encontrar um mercado maior para os seus excedentes de peixe, o projeto também começou a estabelecer relações com os supermercados locais, escolas e prisões.

Ao incentivar as famílias a crescer e a consumir mais peixe em Timor-Leste, o projeto está a ajudar a combater a desnutrição, melhorar a segurança alimentar, aumentar o salário e reduzir a pobreza para as famílias rurais.

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