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Timor-Leste: Austrália poderá conseguir entre 1,8 a 7,1 mil milhões de euros com Greater Sunrise

(c) kristina kasputienè, Pixabay

O Governo da Austrália obteve uma estimativa entre dois e oito mil milhões de dólares (1,8 a 7,1 mil milhões de euros) no que diz respeito à receita recebida através da exploração dos campos de Greater Sunrise, no Mar de Timor.

Este número estimado integra a exposição de motivos das emendas legislativas que o Governo australiano apresentou no Parlamento e que têm que ser aprovadas antes da ratificação, em agosto, do tratado permanente de fronteiras marítimas com Timor-Leste.

No documento divulgado pode ler-se que “a receita depende dos termos do conceito de desenvolvimento a ser acordado entre a Austrália, Timor-Leste e o Consórcio do Greater Sunrise para o desenvolvimento dos campos do Greater Sunrise”, referindo ainda o mesmo que o país da Oceânia nota que “o benefício financeiro exato para a Austrália dependerá de uma série de fatores, incluindo o conceito de desenvolvimento escolhido, a economia do projeto e os preços de mercado vigentes para petróleo e gás”.

“A implementação interna do Tratado beneficia a Austrália e proporciona segurança e estabilidade aos investidores no estabelecimento de uma base legal internacional para o desenvolvimento contínuo dos principais depósitos de petróleo e gás no Mar de Timor”, sublinha.

Camberra vai debater sobre diversos diplomas que alteram um pacote alargado de leis, sabendo-se que pelo menos três diplomas estarão em cima da mesa, entre eles um que foi apresentado a 28 de novembro do ano passado, sobre “Alterações Relevantes em Consequência do Tratado das Fronteiras Marítimas do Mar de Timor”.

A partir da entrada em vigor do Tratado, o que se prevê ocorrer a 30 de agosto, atura em que se assinalam os 20 anos do referendo de independência, “Timor-Leste receberá toda a receita futura a montante proveniente das atividades petrolíferas no campo petrolífero de Kitan e nos campos de gás de Bayu-Undan”.

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